Archive for the ‘Uncategorized’ Category

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Quem tem medo de falar sobre sexo anal?

28/09/2013

 

A princípio a região anal não foi pensada pela mamãe natureza para fins de prática sexual -pelo fato de não possuir lubrificação própria- todavia, registros desta prática são bem antigos (muito mais do que se imagina), por exemplo, na Grécia antiga em muitas pólis a prática do sexo anal era comum e aceitável, era praticada entre os homens, e estes tinham relações com as mulheres para reprodução apenas, tudo isso se justificaria por uma série de fatores culturais que não caberiam aprofundar por agora.

Além disso, o sexo anal parece mesmo ser o mais comum ato homossexual entre os povos primitivos. Alguns povos da Nova Guiné, por exemplo, a foração anal é absolutamente obrigatória para os jovens como parte dos rituais da puberdade: geralmente acredita-se que os meninos não vão crescer corretamente ao menos que tenham recebido o sêmem de homens mais velhos.

Visto que a prática do sexo anal é tão antiga, e algumas culturas até tradicional, por que será que ainda permanece tão polêmica? Muitos preconceitos, e falsos moralismos giram em torno do tema, mas é certo que a região anal é um dos principais pontos erógenos de nosso corpo (como foi abordado por Juliana Lumi anteriormente), isto é, a estimulação da área pode levar a sensações de excitação, a presença e intensidade destas zonas variam de pessoa para pessoa. Isso serve tanto para o homem, como para a mulher. A prática pode ser prazerosa para ambos, se consentida pelo casal. Sexo “do bom” remete sempre à cumplicidade, o respeito ao outro.

Consultamos a Dra. Maria Cecília Rossi, médica ginecologista e Obstetra, terapeuta sexual pela Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana, para nos esclarecer estes pontos em relação ao preconceito em torno do tema. “Por nossa influência religiosa ser fundamentalmente judaico-cristã – originário-derivada da filosofia grega pagã (aristotélica), onde todas as ações têm um propósito essencial – ou natural, que é sustentar a vida- desta forma o propósito essencial da atividade sexual é a procriação. Agora, tudo o que não legitima o propósito da atividade sexual é tido como pecado mortal ou ato não-natural. Considera-se neste sentido a masturbação, coito anal, oral, coito vaginal usando anticoncepcional, atos homossexuais, controle de natalidade como sendo atos pecaminosos e antinaturais”, esclarece a Dra.

O Pura Volúpia, ao entrevistar algumas pessoas observou uma maior abertura por parte dos homens para tratar do assunto, tanto que alguns chegaram até nos relatar suas experiências – talvez porque o sexo anal seja a sua segunda maior fantasia sexual, e a primeira o sexo com duas mulheres- difícil mesmo foi encontrar alguém da ala feminina que comentasse sobre o assunto da mesma forma. Isso reflete, mais ainda em nossa sociedade patriarcal, a opressão do sexo feminino, desde cedo muitas vezes, para tratar não só do tema sexo anal, mas de um todo mesmo em torno deste universo.

O preconceito em torno coito anal se dá geralmente porque supostamente seria antinatural e anormal; somente prostitutas, pervertidas, e excêntricos fazem sexo anal; ânus e reto não se destinam a ser erotizados; sexo anal é sujo e desonrado e causa nojo; somente homossexuais masculinos praticam sexo anal; homens heterossexuais que gostam de sexo anal devem ser homossexuais não assumidos; e ainda, as mulheres não gostam de sexo anal e praticam somente para agradar seus parceiros.

Ainda sobre preconceito, Daiana Ferreira em post anterior relatou a timidez das mulheres abordadas para falar sobre a mera masturbação, imagine falar sobre sexo anal. Jamais! Pensariam elas. “O mito vem da história. A sabedoria popular no mundo ocidental tem sido frequentemente tão errônea quanto a religião e a lei tem sido repressiva. Superstições e falta de informação não se restringem aos indivíduos sem cultura”, ressalta a Dra. Maria Cecília.

“Acho errado estes tipos de preconceitos em torno do sexo propriamente, nessas horas “vale tudo” desde que haja respeito, todas as experimentações possíveis em busca do prazer e satisfação do casal são válidas. Ficar preso à esses estereótipos é ser bem limitado” nos contou J. R., 23, estudante de engenharia química.

Mas de nada adianta estar “despido” destes preconceitos se na hora do sexo o casal não souber se cuidar, e mais ainda, o sexo anal exige alguns cuidados básicos. Primeiro, pelo fato da região anal não possuir lubrificação própria e a estrutura anatômica ser diferente da vagina, médicos recomendam o uso de gel lubrificante para facilitar a penetração. Além disso, o uso do preservativo é obrigatório para evitar a contaminação com bactérias naturais da flora intestinal. Importante: não se deve fazer penetração vaginal depois de realizada a anal, para isso deve-se trocar sempre o preservativo.

“Sexo anal é como outro sexo qualquer, possivelmente as pessoas tem preconceito por imposição cultural mesmo, quer dizer, não é que se abstenham da prática, mas se a fazem não contam a ninguém”, revela a transexual Alessandra Vendraminy.

Outro ponto importante, ainda de acordo com a Dra. a prática freqüente do sexo anal, no caso entre o público gay e possivelmente entre atores e atrizes pornôs não causa dano algum à saúde, como sempre ela faz somente a ressalva dos cuidados mencionados anteriormente.

Para finalizar, acredito que você leitor conhece este vídeo abaixo. Ele ficou bem famoso há alguns anos atrás pela brincadeira do “ai que susto!”, mas que na verdade a Dra. Carla Cecarello Fraia- Psicóloga e Especialista em Sexualidade Humana e Terapia Sexual – em seu programa “Aprendendo sobre Sexo” no SBT, apresentou o tema de forma bem didática e educativa para aqueles que queiram experimentar o sexo anal.

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Cadilac, bi-bi!

27/05/2010

Por Juliana Narimatsu

Sim, caro leitor, hoje irei falar sobre um Cadilac, ou melhor, uma! Achou estranho? O que carro tem haver com sexo? Na verdade tem, e muito! Conhece a Rita? Rita Cadilac? Pois é, leitor, irei falar sobre seu filme Rita Cadilac, A Lady do Povo (aprecie com moderação), além de contar um pouco da história sobre a ex-chacrete.

Rainha do Bumbum Read the rest of this entry ?

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Não é que eles estavam certos? A ciência comprova alguns estereótipos masculinos (ou pelo menos tenta nos convencer)

19/05/2010

Por Graziella Severi

Elas são ruins de volante, essas donas Marias deviam é lavar roupa, estacionar então? Piorou. Além disso, são frágeis, não suportam muito a dor. São exageradas quanto à limpeza, reclamam que tudo no meu quarto está imundo. São todas tagarelas, até para ir ao banheiro precisam convidar uma amiga. Ficam logo alegrinhas após alguns drinks. Eis, alguns famosos estereótipos que muitos homens utilizam em seus discursos por brincadeira, ou mesmo por acreditar que são verdades.

O ato de estereotipar, no caso nós mulheres, é uma visão bem limitada da realidade. Não somente por querer defender as mulheres com algum tipo de discurso feminista – algo que sou totalmente contra, pois acredito na igualdade dos sexos – mas generalizar qualquer grupo social não faz jus ao que realmente acontece de fato, seria desta forma uma realidade parcial onde se quer aplicar ao total. Até aí, tudo bem. Certo caros leitores? Acho que não. Fiquei surpresa esta semana ao ver uma pesquisa científica que nos quer provar o contrário, é o que foi publicado pela cracked.com nesta última semana. Atenção, a lista é a seguinte:

1-     Mulheres não sabem dirigir, muito menos estacionar

Para alguns, as mulheres tem algo em comum com os cegos: o seu desempenho atrás do volante. Se você fizer uma pesquisa no Google sobre “mulher não sabe dirigir” (women don´t know how to drive) aparecerá nada mais, nada menos do que 600 mil resultados. Que obsessão Sr. Google!

E agora ilustríssima ciência, o que tem a nos dizer a respeito disso? Será mesmo verdade? Eles afirmam que sim, pode ser verdade à medida que muitos estudos indicaram que homens são melhores na navegação e orientação em espaços tridimensionais do que as mulheres. Mas, por que a diferença entre os sexos? Muito simples! Basicamente o instinto caçador do macho. Nos primórdios da história humana era o homem que tinha que caçar e encarar os mamutes. Os cientistas acreditam que a testosterona ajudava o homem dessa época a encontrar o caminho de casa após um dia longo de caçada. Entenderam meninas? Agora vocês podem ralar o carro sem peso na consciência, rs.

Para complementar a teoria, uma pesquisa que se ocupou em analisar os cérebros de cerca de 1 milhão de crianças com 4 anos, indica que os meninos já começam a ultrapassar as meninas na habilidade espacial em uma proporção de quatro para um. O estudo afirma ainda, que os meninos já têm desenvolvida nessa época a capacidade de perceber as três dimensões e entender o conceito de profundidade.


2- Mulheres tem fascínio por limpeza

“Nossa não tem coisa pior do que homem suado, eles tem o cheiro forte”, ah isso é verdade vai! O que eles podem reclamar muitas vezes são a nossa exigência com roupas, meias limpinhas e cheirosinhas, e o que há de errado com isso? Freud, não não me enganei, a ciência explica: as mulheres tem mais aptidão para sentir cheiro comparadas aos homens. Não há diferença na estrutura nasal ou no número de receptores olfativos em ambos os sexos, todavia segundo os cientistas as mulheres têm capacidade melhor para sentir cheiro e desta forma ativam maior número de neurônios no cérebro. Até aí nós vimos vantagem, não é mesmo caras leitoras?

Então, porque este nariz feminino tão maravilhoso? Seria por causa do sexo. Fragrâncias químicas encontradas no suor sentidas por nós mulheres podem nos revelar se o homem está sexualmente excitado (ui!), mesmo que não percebido conscientemente. E tem mais garotas! Quando estamos em período de ovulação nossa capacidade olfativa é potencializada. Não há Avanço® que disfarce o cheirinho. Sai da frente, hein?


3-     Mulheres são “franguinhas”, não agüentam um soco

Homens, fortes, ombros largos, viris. Mulheres, pequeninas, meigas, choronas. Clássico estereótipo sobre o “sexo frágil”. Os homens são fortes até chegar a dor na hora parto, quer dizer, até hoje só Schwarzenegger conseguiu suportar.

Segundo estudos a mulher tem uma menor aceitação para a dor, mas não tem nada a ver com a sua intensidade. O homem sente dor de uma maneira diferente, e no caso de senti-la a intensidade é bem menor. As mulheres possuem maior número de receptores na pele o que faz com que sintam mais dor. Os pesquisadores acreditam que este fenômeno esteja ligado a uma proteína conhecida como GIRK2, que age como bloqueadora nas sensações de dor, da mesma forma que a morfina reagiria em nosso corpo. Desta forma, a mulher necessita duas vezes mais de analgésico para se equiparar ao homem, ou seja, ela tem menos GIRK2 que você, caro leitor.

Voltando a questão do parto, as coisas mudam de configuração. Durante a gestação da mulher substâncias são produzidas pelo corpo para que ela agüente firme a dor insuportável no momento da chegada do bebê.



4- Mulheres não param de falar um instante, e amam isso!

Fofocas na ida ao banheiro. Horas ao telefone conversando com uma amiga. A ciência diz comprovar a tagarelice das mulheres. A explicação seria pelo fato da área do cérebro responsável pela comunicação ser 17% maior que a do homem. Concordam? Ou seria pura coincidência? Além disso, as mulheres processam a linguagem nos dois hemisférios do cérebro, enquanto os homens se satisfazem em processar com apenas um. A razão para isso ainda não foi descoberta, contudo o que pode acontecer, por exemplo, é a mulher recuperar-se mais facilmente dos mecanismos de fala que o homem após um mesmo acidente cerebral.

5- Mulheres vêem azul celeste. Homens azul, apenas

A ciência explica essa capacidade feminina em “criar” cores. A capacidade de perceber as cores é baseada apenas em três destas: vermelho, azul e verde, todas as outras são resultado da combinação delas. Sendo assim, como o homem carrega apenas um cromossoma X, ele não é capaz de perceber totalmente o vermelho. Já as mulheres, com seus dois X, têm 40% mais chance de ter um espectro expandido da visão de cores que seus parceiros. Explicação? Por causa do seu instinto de colhedora. Enquanto os homens nos primórdios da humanidade tinham a responsabilidade de abater o animal, a mulher tinha que buscar as frutas e as folhas  e, para isso, tinham que distinguir as frutas vermelhas e saborosas, das frutas vermelhas que podiam matar por envenenamento.


6- Mulheres ficam logo “bebinhas”

Na maioria dos casos é verdade, tenho que concordar. O motivo seria a proporção de gordura e água encontrada nos corpos de ambos os gêneros. Enquanto o corpo masculino é composto por 61% de água, o feminino é de aproximadamente 52%, desta forma o homem possui “mais água” para diluir o álcool pelo corpo se comparado à mulher, o que atenua o efeito da bebida. Além disso, a mulher tem uma produção menor da enzima dehydrogenase- esta que é responsável por nosso estado de sobriedade- sendo assim, a mulher ao mesmo tempo sente mais rápido o efeito da bebida, a sua resistência aos efeitos alcoólicos é menor. Por isso rapazes, na hora do xaveco dá-lhe dehydrogenase nelas!


Conte-nos sobre suas dúvidas e sugestões pelo e-mail blogpuravolupia@gmail.com e siga o @pura_volupia no Twitter



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O que um homem não pode fazer quando está na cama com uma mulher???

17/05/2010

Por Daiana Ferreira

O Pura Volúpia saiu as ruas e perguntou à algumas mulheres, o que um homem não pode fazer, de jeito nenhum quando está com ela na cama?

Algumas disseram que o homem que não gosta de beijar é complicado, pois é com o beijo que tudo começa. Outras nos contaram que pode tudo, menos trocar o nome. “É o fim da picada quando o homem com que você está num momento tão íntimo, troca seu nome”, disse Patrícia de 22 anos. Ela disse a nossa editora e repórter que quando ela saiu com um rapaz pela terceira vez, ele a chamou de Carmem, “parei na hora, depois ele pediu desculpas e quis recomeçar. Claro que não rolou”, disse.

Já a maioria das mulheres entrevistadas pelo Pura Volúpia disseram que o que mais as deixam insatisfeitas é quando um rapaz ejacula depressa demais! Claro né? Que mulher em sã consciência não ficaria INSATISFEITA com um homem que tem ejaculação precoce?

Segue abaixo uma lista, em ordem crescente, do que um homem nunca pode fazer quando está com uma mulher (foram feitos trinta itens, mas apenas os dez mais bem posicionados foram postados)

1. GOZAR DEPRESSA DEMAIS. (nem preciso comentar).

Sabemos que este é o medo de todo homem. E com razão. Se você ejacula antes de ver o a mulher com que você está com muito tesão, tenha em mente sempre um plano “B” para colocar em prática e assegurar o prazer dela.

2. PERGUNTAR SE ELA GOZOU.

Realmente essa pergunta não tem cabimento. Você deveria ser capaz de perceber quando uma mulher está nas alturas. A maioria das mulheres faz barulho, querem ficar quietinhas ou apertam o parceiro quando estão gozando. Mas, se você realmente não sabe,não pergunte.

3. NÃO AVISAR ANTES DE GOZAR.

Esperma não tem um gosto nada saboroso e nem toda mulher do mundo gosta de engoli-lo ou deixá-lo na boca por muito tempo. Quando ela estiver fazendo sexo oral em você, avise-a (SEMPRE) antes de gozar, para que ela possa fazer o que achar mais confortável PRA ELA.

4. NÃO BEIJAR.

Evitar os lábios e ir direto AO ASSUNTO, faz com que a maioria das mulheres se sintam atraídas não pelo conjunto, mas por uma parte do conjunto. Um beijo apaixonado conveniente é a forma de preliminar definitiva.

5. AGRADECER.

Nunca agradeça a uma mulher por fazer sexo com você.

6. TIRAR A ROUPA DEPRESSA DEMAIS.

Não force a barra tirando a roupa antes que ela tenha feito algum gesto para ver o seu material, mesmo que seja apenas desabotoar dois botões.

7. ESPREMER OS SEIOS DELA.

Quando os homens colocam as mãos nos seios de QUALQUER mulher, a maioria deles, age como se fosse uma dona-de-casa espremendo laranja para fazer um suco da fruta. Afague-os, acaricie-os e alise-os. Por que os homens que se grudam nos mamilos de uma mulher e depois os tratam como se quisessem esvaziar o corpo dela pelos seios nunca são chamados para um segundo encontro. Os mamilos são extremamente sensíveis. Eles não resistem a mastigação. Lamba e sugue gentilmente.

8. IGNORAR AS OUTRAS PARTES DO CORPO DELA.

Uma mulher não é uma via expressa com somente três saídas: Peito Leste e Oeste, e o Túnel do Meio. Existem vastas áreas do corpo dela as quais você freqüentemente ignora quando passa direto para Vagina Central. É hora de começar a lhes dar  mais atenção.

9. NÃO GOZAR NUM TEMPO RAZOÁVEL.

Você pode achar que transar por 2 horas sem chegar á ejaculação é o máximo, mas pra ela, isso significa uma vagina ardida e dolorida no dia seguinte. Se você insiste no papel babaca de Super-Homem, use um bom lubrificante à base de água e deixe a TV ligada na novela, para que ela possa se distrair durante a sua “performance”.

10. PARAR PRA RESPIRAR.

Diferentemente dos homens, mulheres não continuam de onde foram deixadas. Se você parar, elas voltam para o começo bem depressa. Se você perceber que ela ainda não chegou lá, continue custe o que custar, mesmo que sua mandíbula fique dormente.

Conte-nos sua experiência, gostaríamos de saber mais sobre: o que os homem fazem que as mulheres detestam!!!!

 Conte-nos sobre suas dúvidas e sugestões pelo e-mail blogpuravolupia@gmail.com e siga o @pura_volupia no Twitter

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Quem tem medo de falar sobre sexo anal?

12/05/2010

Por Graziella Severi

A princípio a região anal não foi pensada pela mamãe natureza para fins de prática sexual -pelo fato de não possuir lubrificação própria- todavia, registros desta prática são bem antigos (muito mais do que se imagina), por exemplo, na Grécia antiga em muitas pólis a prática do sexo anal era comum e aceitável, era praticada entre os homens, e estes tinham relações com as mulheres para reprodução apenas, tudo isso se justificaria por uma série de fatores culturais que não caberiam aprofundar por agora.

Cerâmica da Grécia Antiga com casal possivelmente a praticar "sexo anal", ca. 480-470 DC, e faz parte de uma colecção privada em Munique

Além disso, o sexo anal parece mesmo ser o mais comum ato homossexual entre os povos primitivos. Alguns povos da Nova Guiné, por exemplo, a foração anal é absolutamente obrigatória para os jovens como parte dos rituais da puberdade: geralmente acredita-se que os meninos não vão crescer corretamente ao menos que tenham recebido o sêmem de homens mais velhos.

Visto que a prática do sexo anal é tão antiga e, em algumas culturas até tradicional, por que será que ainda permanece tão polêmica? Muitos preconceitos, e falsos moralismos giram em torno do tema, mas é certo que a região anal é um dos principais pontos erógenos de nosso corpo (como foi abordado por Juliana Lumi anteriormente), isto é, a estimulação da área pode levar a sensações de excitação, a presença e intensidade destas zonas variam de pessoa para pessoa. Isso serve tanto para o homem, como para a mulher. A prática pode ser prazerosa para ambos, se consentida pelo casal. Sexo “do bom” remete sempre à cumplicidade, o respeito ao outro.

Consultamos a Dra. Maria Cecília Rossi, médica ginecologista e Obstetra, terapeuta sexual pela Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana, para nos esclarecer estes pontos em relação ao preconceito a respeito do tema. “Por nossa influência religiosa ser fundamentalmente judaico-cristã, originário-derivada da filosofia grega pagã (aristotélica)- onde todas as ações tem um propósito essencial ou natural, que é sustentar a vida- sendo assim, a  finalidade da atividade sexual é a procriação. Agora, tudo o que não legitima este fim é tido como pecado mortal ou ato não-natural. Considera-se neste sentido a masturbação, coito anal, oral, coito vaginal usando anticoncepcional, atos homossexuais, controle de natalidade como sendo atos pecaminosos e antinaturais”, esclarece a Dra.

O Pura Volúpia, ao entrevistar algumas pessoas observou uma maior abertura por parte dos homens para tratar do assunto, tanto que alguns chegaram até nos relatar suas experiências – talvez porque o sexo anal seja a sua segunda maior fantasia sexual, e a primeira o sexo com duas mulheres- difícil mesmo foi encontrar alguém da ala feminina que comentasse sobre o assunto da mesma forma. Isso reflete, mais ainda em nossa sociedade patriarcal, a opressão do sexo feminino, desde cedo muitas vezes, para tratar não só do tema sexo anal, mas de um todo mesmo em torno deste universo.

O preconceito em torno coito anal se dá porque supostamente seria antinatural e anormal; somente prostitutas, pervertidas, e excêntricos fazem sexo anal; ânus e reto não se destinam a ser erotizados; sexo anal é sujo e desonrado e causa nojo; somente homossexuais masculinos praticam sexo anal; homens heterossexuais que gostam de sexo anal devem ser homossexuais não assumidos; e ainda, as mulheres não gostam de sexo anal e praticam somente para agradar seus parceiros.

Ainda sobre preconceito, Daiana Ferreira em post anterior relatou a timidez das mulheres abordadas para falar sobre a mera masturbação, imagine falar sobre sexo anal. Jamais! Pensariam elas. “O mito vem da história. A sabedoria popular no mundo ocidental tem sido frequentemente tão errônea quanto a religião e a lei tem sido repressiva. Superstições e falta de informação não se restringem aos indivíduos sem cultura”, ressalta a Dra. Maria Cecília.

“Acho errado estes tipos de preconceitos em torno do sexo propriamente, nessas horas “vale tudo” desde que haja respeito, todas as experimentações possíveis em busca do prazer e satisfação do casal são válidas. Ficar preso à esses estereótipos é ser bem limitado” nos contou J. R., 23, estudante de engenharia química.

Mas de nada adianta estar “despido” destes preconceitos se na hora do sexo o casal não souber se cuidar, e mais ainda, o sexo anal exige alguns cuidados básicos. Primeiro, pelo fato da região anal não possuir lubrificação própria e a estrutura anatômica ser diferente da vagina, médicos recomendam o uso de gel lubrificante para facilitar a penetração. Além disso, o uso do preservativo é obrigatório para evitar a contaminação com bactérias naturais da flora intestinal. Importante: não se deve fazer penetração vaginal depois de realizada a anal, para isso deve-se trocar sempre o preservativo.

“Sexo anal é como outro sexo qualquer, possivelmente as pessoas tem preconceito por imposição cultural mesmo, quer dizer, não é que se abstenham da prática, mas se a fazem não contam a ninguém”, revela a transexual Alessandra Vendraminy, 23.

Outro ponto importante, ainda de acordo com a Dra. a prática frequente do sexo anal, no caso entre o público gay e possivelmente entre atores e atrizes pornôs não causa dano algum à saúde, como sempre, ela faz somente a ressalva dos cuidados mencionados anteriormente.

Para finalizar, acredito que você leitor conhece este vídeo abaixo. Ele ficou bem famoso há alguns anos atrás pela brincadeira do “ai que susto!”, mas que na verdade a Dra. Carla Cecarello Fraia- Psicóloga e Especialista em Sexualidade Humana e Terapia Sexual – em seu programa “Aprendendo sobre Sexo” no SBT, apresentou o tema de forma bem didática e educativa para aqueles que queiram experimentar o sexo anal.

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Quem nunca deu uma rapidinha só para aliviar o tesão?

07/05/2010

Por Daiana Ferreira

Quem nunca deu uma rapidinha só para aliviar o tesão? Ou nunca ficou desesperado e ardendo de vontade de fazer sexo numa hora inapropriada? Muitas pessoas já sentiram isso um dia. Mas será que a experiência é boa para o casal ou apenas para o sexo masculino? E os lugares? Será que é possível sentir prazer em ambientes não convencionais para à pratica sexual a dois? Estas perguntas talvez não sejam respondidas ao longo deste post, não porque não sabemos a resposta, mas porque somos todos diferentes, logo cada uma tem uma resposta. Mas, de uma coisa você pode ter certeza! Este tipo de relação só tende a aumentar entre os casais.

O sexo “relâmpago” ou a famosa “rapidinha” é o tipo de sexo que se caracteriza por ser bem rápido. Esta relação tem pouca ou nenhuma preliminar. Mas para quem acha que este tipo de relação não tem seu valor, está muito enganado!!! Ela tem e muito a satisfazer.

Júnior, de 28, auxiliar de estoque, conta como foi sua experiência: “a relação aconteceu com uma companheira de trabalho. Nós tínhamos uma atração um pelo outro, mas só ficava nisso. Fomos um dia colocar o arquivo morto em dia da empresa, ela estava de saia, até parece que foi proposital naquele dia….rsrsrs!!!Aí nós nos olhamos e, você já sabe o que aconteceu, não preciso continuar”

Para que a rapidinha seja um sucesso, o casal deve se conhecer muito bem, estar em perfeita sintonia e, o mais importante, o casal deve estar com tesão a flor da pele, subindo pelas paredes, ardendo de desejo. Estes são os requisitos fundamentais para ter uma excelente rapidinha.

Os lugares para este tipo de sexo vão desde carro, sofá da sala, playground até banheiro de restaurante, elevador e escritórios de trabalho. O medo de ser pego no flagra é comum e constante, mas há quem sinta muito tesão com essa experiência.

Sergio, 35, disse que sua experiência com “rapidinhas” aconteceu com sua namorada no quarto dela e conta “ela olhou pra mim de forma diferente, sabe querendo algo. Percebi o que ela queria. Fomos ao quarto dela buscar o lap, aí aconteceu. Ela, apesar de estar com muito tesão, estava com muito medo de chegar a mãe ou o pai dela. Foram uns 5 minutinhos, mas bem gostosos”.

A rapidinha, como qualquer outra maneira de sentir prazer, é válida, tem sua intensidade e pode satisfazer ou aliviar a “tensão” de estar com o desejo à flor da pela. Quem quiser experimentar fique a vontade. E para quem já experimentou, conte para nós do Pura Volúpia, como foi sua experiência.

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Aí eu vi vantagem! Entenda os orgasmos múltiplos

06/05/2010

Por Graziella Severi

Nós mulheres fomos privilegiadas pela natureza pela possibilidade de obtermos orgasmos múltiplos durante uma relação sexual. A principal definição para eles seriam uma sequencia de picos de prazer que se dão de forma ininterrupta, imagina só caro, ou melhor, cara leitora: um é bom, dois são ótimos, três então… são demais! E por ai vai, rs. Agora, caro leitor, você não tem a mesma felicidade que nós pelo seguinte fato: após a ejaculação há um período refratário, este que é um fenômeno fisiológico de relaxamento temporário para posterior início da atividade sexual. 

Para entendermos um pouco como se dão as modificações corporais durante o ato sexual mencionarei o que pesquisadores norte-americanos, Masters e Johnson estudaram. Eles a definiram como Ciclo de Respostas Sexuais, algumas reformulações em torno desse conceito foram feitas, estes mesmos fenômenos fisiológicos se dividem em quatro fases distintas, sendo elas:

1ª Fase: Desejo

Faz parte deste estágio o mundo das fantasias que giram em torno do sexo, o instinto humano também esta presente. Este desejo são formas espontâneas que faz com que o indivíduo deseje ter experimentações sexuais. Os sinais neurológicos que levam ao desejo ainda não foram plenamente explicados, mas acredita-se que no cérebro haja um Centro de Desejo Sexual. Nos homens, por exemplo, este primeiro estímulo frequentemente se dá de forma visual.

2ª Fase: Excitação

Correspondido o primeiro interesse, o desejo desenvolve-se a partir de respostas corporais até se tornar a própria excitação. Caracteriza-se excitação no homem o enrijecimento do pênis, e no caso da mulher a lubrificação da vagina. Em todo esse processo o organismo está “viabilizando” para que uma relação sexual aconteça.

3ª Fase: Orgasmo

Iniciada a relação sexual, quando se atinge o orgasmo, há o clímax da relação, portanto, esta é a última fase do ciclo. Acontece o pleno relaxamento do corpo, contrações musculares rítmicas. No caso masculino denomina-se ejaculação. Depois de ocorrida, há o período refratário, de relaxamento para que possa ocorrer nova relação sexual. O mesmo fenômeno não se apresenta nas mulheres.

4ª Fase: Orgasmos Múltiplos

É a ocorrência de orgasmos de forma contínua, um após o outro, sem parar. Eis as mulheres grandes privilegiadas por terem essa possibilidade de contínuo êxtase, diferentemente dos homens como já explicado.

O orgasmo feminino é complexo, se dá de maneiras muito variadas. Sendo assim, há possibilidade de ocorrência de um único e intenso orgasmo, vários de menor intensidade, ou até de repente a união das duas situações. È comum a mulher confundir orgasmos múltiplos com a sensação de relaxamento prolongada após relação sexual. Para o homem a constatação de que sua parceira teve orgasmos múltiplos pode não ser uma tarefa tão fácil, somente se houver algo intenso, onde a vagina se contraia pressionando assim o pênis.

Diferenças nas respostas sexuais masculinas e femininas


Mitos sobre os orgasmos múltiplos

Eles de forma alguma podem ser uma regra geral a ser aplicada em todas as mulheres e, além disso, não significa que quem os atingem estão tendo mais prazer do que outros que eventualmente possam vir a ter um único. Visto que o orgasmo é complexo, ainda não foram confirmadas através de pesquisas se um indivíduo pode estar geneticamente propício a tê-los durante a relação.

Ademais, é falsa a impressão de que a mulher que tem orgasmos múltiplos tem mais apetite sexual se comparada a outras e, que a mesma estaria mais apta a dar prazer ao homem, mesmo porque estes “orgasmos múltiplos” podem nem ser verdadeiros. A negligência de ocorrência de orgasmo é freqüente e, é muito prejudicial para relação do casal.

Uma coisa é certa, o que compõe uma prazerosa relação é muito diálogo, conhecimento do próprio corpo, dicas entre o casal sobre suas particularidades sexuais, respeito, atração sexual e muita empolgação, com certeza! Vamos esquecer o manual como ter orgasmos múltiplos em 7 dias!


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