Archive for the ‘Lição de Casa’ Category

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O que um homem não pode fazer quando está na cama com uma mulher???

17/05/2010

Por Daiana Ferreira

O Pura Volúpia saiu as ruas e perguntou à algumas mulheres, o que um homem não pode fazer, de jeito nenhum quando está com ela na cama?

Algumas disseram que o homem que não gosta de beijar é complicado, pois é com o beijo que tudo começa. Outras nos contaram que pode tudo, menos trocar o nome. “É o fim da picada quando o homem com que você está num momento tão íntimo, troca seu nome”, disse Patrícia de 22 anos. Ela disse a nossa editora e repórter que quando ela saiu com um rapaz pela terceira vez, ele a chamou de Carmem, “parei na hora, depois ele pediu desculpas e quis recomeçar. Claro que não rolou”, disse.

Já a maioria das mulheres entrevistadas pelo Pura Volúpia disseram que o que mais as deixam insatisfeitas é quando um rapaz ejacula depressa demais! Claro né? Que mulher em sã consciência não ficaria INSATISFEITA com um homem que tem ejaculação precoce?

Segue abaixo uma lista, em ordem crescente, do que um homem nunca pode fazer quando está com uma mulher (foram feitos trinta itens, mas apenas os dez mais bem posicionados foram postados)

1. GOZAR DEPRESSA DEMAIS. (nem preciso comentar).

Sabemos que este é o medo de todo homem. E com razão. Se você ejacula antes de ver o a mulher com que você está com muito tesão, tenha em mente sempre um plano “B” para colocar em prática e assegurar o prazer dela.

2. PERGUNTAR SE ELA GOZOU.

Realmente essa pergunta não tem cabimento. Você deveria ser capaz de perceber quando uma mulher está nas alturas. A maioria das mulheres faz barulho, querem ficar quietinhas ou apertam o parceiro quando estão gozando. Mas, se você realmente não sabe,não pergunte.

3. NÃO AVISAR ANTES DE GOZAR.

Esperma não tem um gosto nada saboroso e nem toda mulher do mundo gosta de engoli-lo ou deixá-lo na boca por muito tempo. Quando ela estiver fazendo sexo oral em você, avise-a (SEMPRE) antes de gozar, para que ela possa fazer o que achar mais confortável PRA ELA.

4. NÃO BEIJAR.

Evitar os lábios e ir direto AO ASSUNTO, faz com que a maioria das mulheres se sintam atraídas não pelo conjunto, mas por uma parte do conjunto. Um beijo apaixonado conveniente é a forma de preliminar definitiva.

5. AGRADECER.

Nunca agradeça a uma mulher por fazer sexo com você.

6. TIRAR A ROUPA DEPRESSA DEMAIS.

Não force a barra tirando a roupa antes que ela tenha feito algum gesto para ver o seu material, mesmo que seja apenas desabotoar dois botões.

7. ESPREMER OS SEIOS DELA.

Quando os homens colocam as mãos nos seios de QUALQUER mulher, a maioria deles, age como se fosse uma dona-de-casa espremendo laranja para fazer um suco da fruta. Afague-os, acaricie-os e alise-os. Por que os homens que se grudam nos mamilos de uma mulher e depois os tratam como se quisessem esvaziar o corpo dela pelos seios nunca são chamados para um segundo encontro. Os mamilos são extremamente sensíveis. Eles não resistem a mastigação. Lamba e sugue gentilmente.

8. IGNORAR AS OUTRAS PARTES DO CORPO DELA.

Uma mulher não é uma via expressa com somente três saídas: Peito Leste e Oeste, e o Túnel do Meio. Existem vastas áreas do corpo dela as quais você freqüentemente ignora quando passa direto para Vagina Central. É hora de começar a lhes dar  mais atenção.

9. NÃO GOZAR NUM TEMPO RAZOÁVEL.

Você pode achar que transar por 2 horas sem chegar á ejaculação é o máximo, mas pra ela, isso significa uma vagina ardida e dolorida no dia seguinte. Se você insiste no papel babaca de Super-Homem, use um bom lubrificante à base de água e deixe a TV ligada na novela, para que ela possa se distrair durante a sua “performance”.

10. PARAR PRA RESPIRAR.

Diferentemente dos homens, mulheres não continuam de onde foram deixadas. Se você parar, elas voltam para o começo bem depressa. Se você perceber que ela ainda não chegou lá, continue custe o que custar, mesmo que sua mandíbula fique dormente.

Conte-nos sua experiência, gostaríamos de saber mais sobre: o que os homem fazem que as mulheres detestam!!!!

 Conte-nos sobre suas dúvidas e sugestões pelo e-mail blogpuravolupia@gmail.com e siga o @pura_volupia no Twitter

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Caras ou Coroas?

13/05/2010

Por Juliana Narimatsu

Caro leitor, você já se deparou com um casal em que suas idades são bem diferentes visivelmente? Ou você mesmo já se encontrou nessa situação: gostar de se relacionar com uma pessoa que não possui a mesma idade que você? Pois é, leitor, estava eu folheando a revista Gloss deste mês, quando me deparei com uma matéria que tratava sobre esse questão. É interessante discutir sobre esse assunto, pois está sendo cada vez mais comum na sociedade, porém ainda visto com certo preconceito. Assim, o Pura Volúpia discutirá sobre esse dilema: as diferenças entre os homens mais velhos e mais novos num relacionamento.

Cara

Por que as mulheres mais velhas gostam de homens mais jovens?
Segundo a psiquiatra e psicoterapeuta, Lucia Maciel, existe uma explicação biológica para esse tipo de escolha: “A expectativa de vida da população feminina é maior. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em média, a mulher brasileira vive até 72,6 anos e os homens 64,6. Assim, esse tipo de relacionamento deveria ser mais aceito, levando em conta o ponto de vista biológico, mas não é o que acontece”.
Casais famosos, como Madonna e Jesus Luz, Demi Moore e Ashton Kutcher, derrubaram as barreiras de preconceito que existem na sociedade. Porém, grande parte das mulheres mais velhas sofre resistência em se relacionar com um jovem, pois, de acordo com a psiquiatra, Lucia, “as pessoas logo concluem que o homem está com a mulher porque quer dinheiro ou ascensão social. A primeira reação é de estranheza ao se deparar com um casal em que a mulher é mais velha”.

Ashton Kutcher e Demi Moore, 15 anos de diferença entre os dois

Parênteses: Entrevista ao Programa Fantástico (maio 2009): Jesus Luz comenta sobre Madonna (antes de oficializar o namoro) e fala sua opinião sobre ser o “toy boy” da cantora.

Um caso que enfrentou essas dificuldades foi o envolvimento da psicóloga Fernanda Gama com um rapaz de 18 anos. Fernanda precisou lidar com as críticas de amigos e da própria família para sustentar o relacionamento. Sua história se iniciou pela Internet. O casal se conheceu e se apaixonou, mesmo morando em cidades diferentes. “Foram muitas decepções com homens ‘maduros’. Decidi quebrar esse padrão, experimentando uma relação com um menino mais novo, que me ajudava a crescer junto com ele.”, conta Fernanda, “A mãe dele chegou a pensar que eu fosse pedófila ou que tivesse algum problema mental porque ficava correndo atrás dele”.
Um exemplo por essa preferência seria a da coordenadora de marketing, em entrevista com a revista Gloss, Carolina Oliveira. Carolina, 29, já transou com um homem de 45 anos, porém, tem preferência por jovens que ela, “Eles estão dispostos a aprender, mas abertos. Já os mais velhos são mais teimosos, querem fazer tudo do jeito deles, tanto no sexo, como no cotidiano. Tratam a gente como se fossem filhas deles, relata.
Vantagens
Sim! Existem alguns motivos para que as mulheres optem por esse tipo de relacionamento, de acordo com o site
Mulher Terra; e o Pura Volúpia selecionou os benefícios principais desta relação com homens mais novos:
1) Sexo: misture experiência e conhecimento com energia e potência: um drinque perfeito!
2) O jovem não carrega tantas história como um homem casado ou separado, além de possivelmente não ter filhos (não tendo muitas preocupações). Ele ainda pode possuir a idéia de constituir uma família.
3) Por não ter tantas responsabilidades, a agenda dele é praticamente livre para planejar viagens, saidinhas e todos os outros
mil programas que podem fazer.
4) Uma pessoa mais jovem não leva uma bagagem de manias que um homem mais velho provavelmente possui.
Desvantagens

Mesmo com tanta “disposição” que os mais jovens oferecem, há, ainda, desvantagens por escolher esse tipo de compromisso. Além de o homem, geralmente, não possuir estabilidade financeira e não ter responsabilidades – assim, você pode ser aquela que leva o relacionamento nas costas –, também não é raro que apareça alguns pensamentos inseguros na cabeça das mulheres. O principal deles é o medo de ser trocada por outra da mesma idade do rapaz, “É difícil pensar que ele pode se interessar por uma menininha da idade dele, mais nova, bonita e gostosa. Daqui a alguns anos, ele ainda estará um garoto e eu, apesar de me cuidar, tenha 14 anos na frente em tudo”, relata Adriana Mariano.
Entretanto, a psicóloga Olga Tessari rebate esse argumento, dizendo que da mesma forma que há insegurança para as mulheres, também existe nos mais novos, “Insegurança sempre vai haver, não importa a idade do casal. E, da mesma forma que a mulher se sente ameaçada por uma menina, ele também pode se sentir por um homem mais velho”.
Também existe a questão de o jovem confundir a mulher com a mãe. Porém, para isso, Luciana Faria, pedagoga que ficou noiva de um rapaz 13 anos mais novo, responde: “Procuro sempre estar no nível do cara, para não fazer papel de mãe. Tomo cuidado para ouvi-lo e sem passar sermão ou moralismos”.

Coroa

Porque mulheres mais jovens procuram homens mais velhos?
De acordo com uma enquete feita pelo site Feminice com mais de 100 pessoas, 56% delas respondeu que namorariam com homens mais velhos, 36% disseram que talvez e só 8% falaram que nunca iriam ter esse tipo de relacionamento. Segundo a psicóloga Lourdes Brunini, esse tipo de escolha é devido, na maioria das vezes, a busca de proteção, segurança e confiança que os homens mais maduros podem oferecer. “Como ele tem muito mais experiência, ensina, conduz, inclusive sexualmente. O homem mais velho sabe como dar prazer à mulher. Porém, esse encontro também se dá por outros motivos. Na nossa cultura, ser honesto, responsável e realizado significa ser sério, e, muitas vezes, a mulher quer isso”.
Muitos famosos possuem essa relação, como é o caso de Katie Holmes e Tom Cruise, e, Catherine Zeta-Jones e Michael Douglas. A mídia também expôs esse tipo compromisso na novela America, com o casal Glauco e Lurdinha (apesar de ser um relacionamento que envolva traição).

Grande parte das mulheres encontram quase as mesmas dificuldades que se tem com um casal de uma mulher mais velha e um homem mais jovem: a discordância da família, amigos e sociedade, a aparência de que o mais novo sempre terá interesses financeiros com o mais velho, entre outros. “Sempre gostei de homens maduros. Eles têm outra cabeça e o relacionamento torna-se diferente. Às vezes, as pessoas fazem perguntas como ‘ela é sua filha?’, mas nós levamos na brincadeira. O preconceito maior é da minha mãe, que, apesar de achá-lo legal, não aceita nossa relação”, comenta Fernanda Mattos, 19, que completa dois anos de namoro com Antonio Martins, 42.

Tom Cruise, 47, e Katie Holmes, 31

Vantagens
Os homens mais velhos também podem trazer grandes benefícios no relacionamento, segundo a psicóloga e terapeuta sexual, Margareth dos Reis:
1) Os homens mais velhos geralmente são bem sucedidos e possuem maior experiência para seduzir, dando segurança emocional para quem está começando a vida afetiva.
2) Sexo: os mais velhos costumam ser mais preocupados em atender os prazeres da parceira. Assim, valorizam as preliminares, “A mulher mais jovem ainda não está familiarizada com o próprio corpo e o homem mais velho sabe conduzir a relação e estimular a mulher a sentir mais prazer”, diz a psicóloga.
3) Eles têm capacidade maior para serem flexíveis e se adaptarem as várias situações, alem de serem mais protetores, românticos e cavalheiros
Desvantagens
Nesse tipo de relacionamento, a mulher precisa compreender o histórico que seu parceiro carrega, enfrentando, possivelmente, ex-mulher e filhos. A jovem tem que entender que o homem mais velho possui grandes responsabilidades, tendo que o dividir com as diversas situações que ele vive. Então, a mulher mais nova precisa “pular uma fase da vida, afirma psicóloga Lourdes, tendo que ser mais madura do que a sua própria idade.

Dificuldades sexuais
Conforme a matéria da revista Gloss, é de extrema importância ter conhecimento sobre as dificuldades sexuais de cada idade
.
A
ejaculação precoce, como exemplo, é uma disfunção mais comum no começo da vida sexual. De acordo com o urologista, Celso Gromatzky, em entrevista a revista, estudos sobre o assunto mostram que entre 25% e 50% dos jovens até 35 anos gozam antes do momento, pelo menos uma vez (ou até mais) durante esse período de vida.
Outro problema enfrentado pelos “bixos” do sexo é falhar na hora H. Ter tanta ansiedade que o “botão de subida” não rola. Isso, muitas vezes, faz com que os jovens tomem
Viagra, para prevenir constrangimentos. “É um comportamento perigoso, pois pode causar dependência psicológica”, afirma o urologista Wagner Ávila, em entrevista.
A impotência sexual é outro medo. Geralmente acontece com homens que passaram de 40 anos. Esse problema pode ocorrer até muito antes, mas, na maioria dos casos, há 90% de probabilidade de que seja psicológico. Porém, 52% dos homens entre 40 e 70 anos podem proporcionar algum grau de impotência, devido a diversas causas orgânicas: hipertensão, arteriosclerose, câncer de próstata ou reto, lesões neurológicas ou medulares, diabetes, alcoolismo, queda do hormônio testosterona ou por ação de medicamentos e conseqüências psicológicas.
Desempenho
Segundo o urologista Celso Marzano, em entrevista a Gloss, o desempenho também diferencia com o envelhecimento do organismo:
18 anos: 30 segundos de intervalo entre uma transa e outra.
40 anos: 10 minutos de intervalo.
Também é possível constatar essa característica no que diz respeito a ereção:
20 anos: três segundos de excitação sexual, onde o pênis pode atingir um ângulo de 110 graus.
40 anos: 20 segundos, alcançando até 95 graus.
70 anos: cinco minutos, 65 graus.
Entretanto, tudo isso depende da saúde física e emocional da pessoa, além da taxa hormonal e da excitação do momento.

Então, leitor, após esse amplo conhecimento que você obteve sobre as diferenças entre homens mais novos e mais velhos, qual será sua opção? Não aposte na moeda, sempre tenha em mente a satisfação pessoal, independente de qual seja a idade do seu parceiro.

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Quem tem medo de falar sobre sexo anal?

12/05/2010

Por Graziella Severi

A princípio a região anal não foi pensada pela mamãe natureza para fins de prática sexual -pelo fato de não possuir lubrificação própria- todavia, registros desta prática são bem antigos (muito mais do que se imagina), por exemplo, na Grécia antiga em muitas pólis a prática do sexo anal era comum e aceitável, era praticada entre os homens, e estes tinham relações com as mulheres para reprodução apenas, tudo isso se justificaria por uma série de fatores culturais que não caberiam aprofundar por agora.

Cerâmica da Grécia Antiga com casal possivelmente a praticar "sexo anal", ca. 480-470 DC, e faz parte de uma colecção privada em Munique

Além disso, o sexo anal parece mesmo ser o mais comum ato homossexual entre os povos primitivos. Alguns povos da Nova Guiné, por exemplo, a foração anal é absolutamente obrigatória para os jovens como parte dos rituais da puberdade: geralmente acredita-se que os meninos não vão crescer corretamente ao menos que tenham recebido o sêmem de homens mais velhos.

Visto que a prática do sexo anal é tão antiga e, em algumas culturas até tradicional, por que será que ainda permanece tão polêmica? Muitos preconceitos, e falsos moralismos giram em torno do tema, mas é certo que a região anal é um dos principais pontos erógenos de nosso corpo (como foi abordado por Juliana Lumi anteriormente), isto é, a estimulação da área pode levar a sensações de excitação, a presença e intensidade destas zonas variam de pessoa para pessoa. Isso serve tanto para o homem, como para a mulher. A prática pode ser prazerosa para ambos, se consentida pelo casal. Sexo “do bom” remete sempre à cumplicidade, o respeito ao outro.

Consultamos a Dra. Maria Cecília Rossi, médica ginecologista e Obstetra, terapeuta sexual pela Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana, para nos esclarecer estes pontos em relação ao preconceito a respeito do tema. “Por nossa influência religiosa ser fundamentalmente judaico-cristã, originário-derivada da filosofia grega pagã (aristotélica)- onde todas as ações tem um propósito essencial ou natural, que é sustentar a vida- sendo assim, a  finalidade da atividade sexual é a procriação. Agora, tudo o que não legitima este fim é tido como pecado mortal ou ato não-natural. Considera-se neste sentido a masturbação, coito anal, oral, coito vaginal usando anticoncepcional, atos homossexuais, controle de natalidade como sendo atos pecaminosos e antinaturais”, esclarece a Dra.

O Pura Volúpia, ao entrevistar algumas pessoas observou uma maior abertura por parte dos homens para tratar do assunto, tanto que alguns chegaram até nos relatar suas experiências – talvez porque o sexo anal seja a sua segunda maior fantasia sexual, e a primeira o sexo com duas mulheres- difícil mesmo foi encontrar alguém da ala feminina que comentasse sobre o assunto da mesma forma. Isso reflete, mais ainda em nossa sociedade patriarcal, a opressão do sexo feminino, desde cedo muitas vezes, para tratar não só do tema sexo anal, mas de um todo mesmo em torno deste universo.

O preconceito em torno coito anal se dá porque supostamente seria antinatural e anormal; somente prostitutas, pervertidas, e excêntricos fazem sexo anal; ânus e reto não se destinam a ser erotizados; sexo anal é sujo e desonrado e causa nojo; somente homossexuais masculinos praticam sexo anal; homens heterossexuais que gostam de sexo anal devem ser homossexuais não assumidos; e ainda, as mulheres não gostam de sexo anal e praticam somente para agradar seus parceiros.

Ainda sobre preconceito, Daiana Ferreira em post anterior relatou a timidez das mulheres abordadas para falar sobre a mera masturbação, imagine falar sobre sexo anal. Jamais! Pensariam elas. “O mito vem da história. A sabedoria popular no mundo ocidental tem sido frequentemente tão errônea quanto a religião e a lei tem sido repressiva. Superstições e falta de informação não se restringem aos indivíduos sem cultura”, ressalta a Dra. Maria Cecília.

“Acho errado estes tipos de preconceitos em torno do sexo propriamente, nessas horas “vale tudo” desde que haja respeito, todas as experimentações possíveis em busca do prazer e satisfação do casal são válidas. Ficar preso à esses estereótipos é ser bem limitado” nos contou J. R., 23, estudante de engenharia química.

Mas de nada adianta estar “despido” destes preconceitos se na hora do sexo o casal não souber se cuidar, e mais ainda, o sexo anal exige alguns cuidados básicos. Primeiro, pelo fato da região anal não possuir lubrificação própria e a estrutura anatômica ser diferente da vagina, médicos recomendam o uso de gel lubrificante para facilitar a penetração. Além disso, o uso do preservativo é obrigatório para evitar a contaminação com bactérias naturais da flora intestinal. Importante: não se deve fazer penetração vaginal depois de realizada a anal, para isso deve-se trocar sempre o preservativo.

“Sexo anal é como outro sexo qualquer, possivelmente as pessoas tem preconceito por imposição cultural mesmo, quer dizer, não é que se abstenham da prática, mas se a fazem não contam a ninguém”, revela a transexual Alessandra Vendraminy, 23.

Outro ponto importante, ainda de acordo com a Dra. a prática frequente do sexo anal, no caso entre o público gay e possivelmente entre atores e atrizes pornôs não causa dano algum à saúde, como sempre, ela faz somente a ressalva dos cuidados mencionados anteriormente.

Para finalizar, acredito que você leitor conhece este vídeo abaixo. Ele ficou bem famoso há alguns anos atrás pela brincadeira do “ai que susto!”, mas que na verdade a Dra. Carla Cecarello Fraia- Psicóloga e Especialista em Sexualidade Humana e Terapia Sexual – em seu programa “Aprendendo sobre Sexo” no SBT, apresentou o tema de forma bem didática e educativa para aqueles que queiram experimentar o sexo anal.

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Informação é também prevenção!

29/04/2010

Por Juliana Narimatsu


(essa matéria foi uma sugestão de pauta. Faça a sua! Mande um e-mail para blogpuravolupia@gmail.com)

Jovens. Um casal. Sexo. 28 dias depois. “Como assim? Não desceu?!”. “Ainda não foi?”. Preocupação. Perguntas. Respostas. 28 dias e 8 meses depois. Pai, mãe.

A gravidez na adolescência é um tema sério e que vem se tornando cada vez mais freqüente no nosso país. Perguntas como as citadas acima, só permeiam a cabeça dos jovens, na maioria das vezes, depois de uma transa sem métodos contraceptivos ou, como muitos falam, depois de “um momento de desleixo”. Então, caro leitor, caso queira saber mais sobre esse assunto, eis o post certo para você, porque, cá entre nós, é bom prevenir e não correr riscos.

Gravidez na adolescência

Adolescência é uma fase transacional, entre a infância e a idade adulta. “É um período no qual ocorrem profundas mudanças, caracterizado por crescimento rápido, surgimento das características sexuais secundárias, conscientização da sexualidade, estruturação da personalidade, adaptação ambiental e integração social”, conforme relata Marta Diógenes, Professora de Ginecologia e Obstetrícia da USP de Ribeirão Preto.
A gravidez é um período de desenvolvimento do embrião na mulher, onde se acompanha mudanças físicas – como o crescimento do útero e mudanças nas mamas – e mentais – como o futuro da criança e a responsabilidade como mãe.
Assim, quando combinados esses dois períodos, várias questões começam a surgir. Os adolescentes envolvidos não estão preparados – emocionalmente, psicologicamente e financeiramente (todos os –mentes) – para assumirem a responsabilidades de serem pais. Além disso, a gravidez na adolescência depende muito da família, ou melhor, de sua aceitação. Caso haja uma rejeição dos familiares, criando conflitos, o adolescente terá uma experiência difícil e traumática, podendo ter como conseqüência o aborto, o abandono do bebê ou até o suicídio da adolescente.
Além da gravidez em si, é preciso também levar a sério o próprio parto, pois este pode ser dificultado por problemas anatômicos e comuns na adolescente, como o tamanho e conformidade da pelve e elasticidade dos músculos uterinos, por exemplo.

Por quê?
Conforme Cartilha de Gravidez na Adolescência fornecida pelo portal São Francisco, os principais fatores que causam a gravidez na adolescência são:
– O desconhecimento de métodos anticoncepcionais.
– A falta de comunicação. Grande maioria dos jovens possui dificuldades em assumir sua vida sexual ativa, deixando, assim, de conhecer métodos mais eficazes ou utilizando outros com baixa eficiência.
– Uso de drogas e bebidas alcoólicas.
– Engravidar para se casar.

Depoimentos
Muitas adolescentes, apesar dos problemas que tiveram com a gravidez, ainda persistem em ser mães pela segunda vez, como é o caso de Aline Barbosa, 21 anos, que teve seu primeiro filho, Daniel, aos 16. Agora, está grávida pela segunda vez. Aline, que trabalha como secretária, mora com a mãe e não tem contato com nenhum dos dois pais das crianças. “Muitas pessoas me cobraram, dizendo que eu deveria ter aprendido com o erro. Mas não vejo assim. A gravidez aconteceu e agora tenho que cuidar deles”. Outra jovem que também enfrenta esse mesmo momento é Sheila, 16 anos com um filho de 11 meses. “Recebi apoio da minha mãe e do meu namorado. Minha filha não impede de fazer nada; trabalho, estudo e faço cursos e ainda tenho a minha casa”.
Ainda assim, existem adolescentes que abandonam seus sonhos quando ficam grávidas, como é o caso de Suzie Navarro, 17, que abandonou os estudos para se dedicar ao filho e ao trabalho. “Eu cuido dele sozinha. Dou banho, mamadeira, levo ao pediatra, coloco para dormir. Meu namorado também me ajuda bastante”. Suzie mora com os sogros, mas, mesmo assim, foi preciso abandonar seus projetos para dar conta dos gastos com o bebê, “Agora, achei uma escola que dá para acabar o Terceiro Ano em um mês”, conta Suzie, que, depois que seu filho completar um ano, planeja continuar seus planos como uma família.

Dados
De acordo com dados disponibilizados, recentemente, pelo Ministério da Saúde, o número de jovens grávidas vem diminuindo conforme os anos. De 2005 a 2009 houve uma queda de 22,4% de partos em adolescentes de 10 a 19 anos. Em São Paulo, entre 1998 a 2008, o número de jovens grávidas caiu 36,2%.
Segundo a pesquisa feita por Patrícia Barreto, psicóloga clínica, a cada ano, cerca de um milhão de adolescentes engravidam no Brasil. Atualmente, uma em cada 10 mulheres, de 15 a 19 anos, já tem dois filhos; já na faixa dos 19 anos, uma em três já possui um filho ou está grávida.

Prevenção
O Ministério da Saúde relata que a queda do número de adolescentes grávidas se deu pelas campanhas destinadas aos jovens. No ano passado, houve um investimento de R$3 milhões nas ações de educação sexual e na oferta de preservativos que podem ser adquiridos em quaisquer postos de saúde (Só para se ter uma idéia, nos últimos dois anos foram distribuídas 871,2 milhões de camisinhas para a população). Nesses locais, o adolescente também pode encontrar apoio de um profissional qual é o método contraceptivo mais adequado, além de dar orientações sobre a sua saúde sexual.
Em 2008 surgiu o Programa Saúde na Escola (PSE) cujo objetivo é fazer com que os alunos de ensino médio tenham conscientização sobre a prevenção de DSTs – doenças sexualmente transmissíveis – e da gravidez
Ano passado houve a criação das Cadernetas de Saúde do Adolescente. A cartilha possui informações sobre temas essenciais para os jovens como: alimentação, saúde sexual e reprodutiva e o uso de drogas. A previsão para esse ano é distribuir cinco milhões nos postos de saúde.
Também existem campanhas feitas por instituições ou pelas próprias igrejas e escolas de bairro. Um exemplo é o Projeto Vale Sonhar – Prevenção de Gravidez na Adolescência criada em 2004 pelo Instituto Kaplan e parcerias. Tal projeto atua em nas escolas de ensino médio dos 14 municípios do Vale do Ribeira.

Mais informações
A mídia vem abordando esse tema, sendo mais um meio de prevenir os adolescentes sobre a gravidez.

Filme “Juno”: mostra uma menina, Juno, de 16 anos que engravida em sua primeira transa com o companheiro de classe, Bleeker. Após muitos questionamentos, Juno decide abandonar a idéia de fazer um aborto e encontrar uma melhor solução para a sua gravidez.

Documentário “As Meninas”: relata a vida de três garotas, Evelin, 13 anos; Edilene, 14 anos e Luana, 15 anos. Ao longo de um ano é acompanhado a gravidez dessas três jovens e as conseqüências que trouxe em suas vidas.

Se você quiser ver o documentário inteiro entre aqui.

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Inocência perdida

23/04/2010
Por Daiana Ferreira
 
As pulseiras de silicone que hoje são moda em diversos países, deixaram de ser um símbolo de beleza e inocência e se tornaram um perigo para crianças e adolescentes 

Muitas meninas, hoje mulheres, se lembram de que em algum momento de suas vidas usaram ou viram alguma coleguinha da escola usar as famosas pulseirinhas de silicone que embelezaram os punhos das meninas e hoje, muitos meninos, também aderiram o acessório que outrora era utilizado apenas por meninas. Magdalena Pintone disse a nossa reportagem que sempre usou as pulseiras e diz “uso desde quando eu tinha treze anos e vou continuar usando, não vejo nenhum problema”. (Obs.: Quando a entrevistamos ela estava usando várias pulseiras na cor preta.

 
Mas a inocência está perdida. As inofensivas pulseirinhas estão deixando muita gente preocupada e muitos pais de cabelo em pé. As cores das pulseiras deixaram de ser sinônimo de variedade e beleza, e passaram a ter conotação sexual. Os significados das cores vão desde um simples abraço (cor amarela) até um ato sexual (cor preta) entre adolescentes e crianças.

A brincadeira com as cores da pulseira surgiu entre os adolescentes ingleses e logo pegou no Brasil. O jogo funciona assim: quem arrebentar a pulseira de um colega, em direito de ganhar um prêmio, que é definido pela cor da pulseira arrebentada.  

Por ter tido grande repercussão nas escolas públicas e particulares de ensino Fundamental e Médio, diversas escolas estão orientando seus alunos sobre o significado de cada pulseirinha e muitos Estados do Brasil já estão proibido à venda do acessório. Um exemplo de ação direta contra a compra e a venda dos acessórios é a capital do Rio Grande do Norte, Natal, que já proibiu o uso das pulseiras no interior das escolas públicas.

O acessório é vendido por camelôs e lojas de bijuterias, e têm cada vez mais preocupado pais, professores e autoridades policiais e políticas. “A escola em que meu neto estuda explicou para os alunos o significado das cores de cada pulseirinhas e quando meu neto chegou em casa ele mesmo jogou fora e ele passou a não usá-las.” disse Maria de Lima, 64 funcionaria publica aposentada.


Políticos também estão se movimentando para proibir a venda das pulseirinhas do sexo em seus Estados. Os diversos projetos de lei estão sendo feitos e aprovados para levar a cabo a da venda das pulseirinhas. Segue a baixo um projeto de lei de Chapadão do Sul/MS.

ARTIGOS E PARAGRÁFOS DA LEI:

Art. 1º Fica proibido o uso de pulseiras coloridas conhecidas como “SNAPS”, por crianças e adolescentes, no interior dos estabelecimentos de Ensino da Rede Pública e Privada do Município de Chapadão do Sul/MS.

Art. 2º O corpo docente das instituições de ensino públicas e particulares, deverão promover reuniões com os pais dos alunos, orientando-os a respeito do alcance da presente Lei e dos efeitos nocivos que a conotação sexual dada a tais pulseiras tem causado nas relações e no comportamento de crianças e adolescentes em todo o País.

Art. 3º As instituições de ensino públicas e particulares deverão adotar medidas preventivas de orientação sobre educação sexual e planejamento familiar, com freqüência obrigatória dos alunos e seus progenitores ou responsáveis legais.


Art. 4º A Secretaria Municipal de Saúde, através de ação conjunta entre as instituições de ensino públicas e particulares, oferecerá pessoal qualificado e o material necessário para o bom desenvolvimento das ações previstas nesta Lei.


Art. 5º A desobediência do disposto na presente Lei pela direção da Rede Pública de Ensino, acarretará sanção administrativa através do órgão competente.


Art. 6º A desobediência do disposto na presente Lei pela direção da Rede Particular de Ensino, acarretará às seguintes sanções:
I – Advertência;  

II – Multa de R$ 500,00 a R$ 2.000,00;
III – Suspensão do alvará de funcionamento por 30 (trinta) dias;
IV – Cassação do Alvará de Funcionamento.

Parágrafo Único – Os valores das multas estabelecidas nesta lei, serão atualizados com base na variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), nos termos da Lei n. 3.829, de 14 de dezembro de 2000, ou por outro indexador que vier a substituí-lo ou modificá-lo por força de Lei.


Art. 7º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 30 (trinta) dias.
Art. 8º Esta Lei entra

 em vigor na data de sua publicação. O vereador Abel Lemes criou um projeto onde pede a proibição SNAPS em escolas públicas e particulares de Chapadão do Sul.

 

» Amarela é a melhor porque significa das um abraço no rapaz;
» Laranja significa uma “dentadinha do amor”;
» Roxa – já dá direito a um beijo com língua;
» Cor-de-rosa – a menina tem de lhe mostrar o peito;
» Vermelha – tem de lhe fazer uma lap dance (dança erótica);
» Azul – fazer sexo oral praticado pela menina (”boquete”);
» Verdes – são as dos chupões no pescoço;
» Preta – significa fazer sexo com o rapaz que arrebentar a pulseira;
» Dourada fazer todos citados acima ou sexo oral simultâneo (“meia-nove”);
» Marrom – sexo escatológico (“brown shower”);
 » Listrada– sexo na posição “frango assado”;
» Grená – Sexo anal sem lubrificante;
» Transparente – sexo com parentes co-sanguíneos;

Obs: O que é uma lap dance?

Uma “Lap Dance” é um tipo particular de dança erótica, que normalmente é praticada em bares de strip. Nesta dança, o homem está sentado enquanto a bailarina executa a dança a curta distância, em top-less ou até mesmo nua.
Poderá haver contacto físico ou não, dependendo do bar e da localidade, porque em algumas regiões e países, é proibido o contacto físico da bailarina com o cliente.

 Obs: Sexo escatológico?

Estudo sobre os excrementos, ou seja, tudo que os animais expelem por vias naturais, fezes. 

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Pesquisa diz que pílula melhora vida sexual

20/04/2010

Por Gabriela Valente

Uma pesquisa realizada pela Febrasgo – Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia – revelou que o uso de pílulas anticoncepcionais pode melhorar a vida sexual de mulheres. De acordo com o estudo, a redução do risco de gravidez a níveis mínimos deixa as mocinhas psicologicamente mais relaxadas e, assim, elas se entregam com mais facilidade ao prazer.

500 usuárias de pílula anticoncepcional entre 15 e 45 anos foram ouvidas durante a pesquisa. As participantes residem em cinco capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre) e fazem parte das classes A e B.

De acordo com Gérson Lopes – ginecologista e presidente da Comissão Nacional de Sexologia da Febrasgo -, além de querer evitar uma gravidez não planejada, a mulher moderna faz uso da pílula para melhorar a pela e os cabelos, já que os hormônios contidos no medicamento podem promover tais efeitos.

O mito de o anticoncepcional diminuiria a libido das mulheres também foi contestado durante o estudo. A pesquisa apontou que 72% das entrevistas não sentiram alteração no desejo sexual após iniciar o uso de pílula e 11% afirmaram que a libido até aumentou (nada como afugentar o fantasma da gravidez, heim?).

No entanto, a pílula anticoncepcional não é eficaz na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. De nada adianta ficar tranqüila por evitar uma possível gestação indesejada correndo o risco de contrair alguma DST, então, o preservativo continua sendo a melhor opção para quem deseja praticar sexo seguro.

Leia mais: Conheça métodos contraceptivos para sexo saudável e responsável

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Conheça métodos contraceptivos para sexo saudável e responsável

14/04/2010

 Por Graziella Severi

Que o sexo é bom, isso com certeza você já sabe, só que para prática desta intensa e prazerosa atividade são necessárias certas precauções, entre elas a utilização de métodos contraceptivos que podem impedir uma gravidez não desajada- prejudicial principalmente para mulheres mais jovens- além de combater a transmissão das indesejáveis DSTs e a AIDS. Resumidamente, estes métodos se dividem em cinco tipos: comportamentais, de barreira, dispositivo intra-uterino (DIU), métodos hormonais e cirúrgicos.

" E a bandida ainda a persegue"- Cartão postal humorístico do séc. XIX

 A escolha por um método contraceptivo mais adequado deve ser personalizada, desta forma critérios como, idade, números de filhos (se houver), compreensão e tolerância ao método, desejo de procriação futura e a presença de doenças crônicas que possam agravar-se com o uso de determinado método, se faz necessário. È importante ressaltar que nenhum método contraceptivo é perfeito- tem suas limitações- por isso a necessidade de conhecer o maior número possível de métodos, para que você e seu médico decidam o que é melhor para a sua saúde.

 1- Métodos Comportamentais:

Tabelinha                          

Com este método procura-se calcular o início e o fim do período fértil da mulher- para isto é necessário conhecer o funcionamento do seu ciclo menstrual- é indicado somente à mulheres com ciclo menstrual regular. Ela deve ser orientada primeiramente a marcar em seu calendário os últimos 6 a 12 ciclos menstruais com data do primeiro dia (início) e sua duração até o término, a partir daí é possível calcular seu período fértil- dias prováveis de engravidar e de maior desejo sexual- sendo assim, deve abster-se de relações sexuais. ATENÇÃO: Este método é pouco eficaz se não for somado à outros métodos de contracepção, como por exemplo, a camisinha. Além do fato de não proteger contra DSTs e a AIDS.

 Método do Muco Cervical (Billing)

O período fértil da mulher é identificado a partir da observação de alterações cíclicas do muco cervical durante o auto-exame, e as diferentes sensações por ele provocadas na vulva e na própria vagina. Esta observação deve ser constante, verificando a presença ou não de fluxo mucoso. Ele aparece geralmente 2 a 3 dias após a menstruação, e inicialmente é pouco consistente e espesso. Logo após a ovulação, aí sim conseguimos observar algumas modificações, tornando-se mais grudento. Para teste coloque o muco entre o indicador e o polegar e tente separar os dedos, observe a sua consistência. É necessária a pausa da atividade sexual nesta fase por no mínimo 4 dias a partir do pico de produção, finalizado volta-se ao período infértil.

Para eficácia do método é necessária observação sistêmica e muita responsabilidade por parte da mulher, além do fato que para conhecer seu ciclo menstrual e o muco detalhadamente leva um tempo considerável, todavia, qualquer alteração hormonal, doenças das mais variadas, pode causar alterações no muco, o que o acaba tornando pouco confiável.

 Coito Interrompido

È, sobretudo, na capacidade do homem em prever, controlar sua ejaculação e quando ela estiver próxima de acontecer deve-se retirar o pênis da vagina. Sua eficácia é muito baixa- pela própria lubrificação do pênis conter espermatozóides- em nenhuma instância deve ser adotada pelo casal (estamos citando este método para efeito didático, não incentivador). Ademais, há um risco muito alto de transmissão de DSTs e AIDS.

 

2- Métodos de Barreira

Os próximos métodos a ser abordados evitam a ascensão de espermatozóides ao útero, ou seja, evitam gravidez, além de serem eficientes no combate às infecções por DSTs e AIDS. São os métodos não definitivos mais utilizados.

Camisinha (Condom)

Grande maioria das pessoas estão aptas a sua utilização, protege contra doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS. Não possui contra indicação, e são de fácil acesso. O condom masculino é um envoltório de látex que impede o contato direto do pênis com a vagina, sendo assim retém o esperma após a ejaculação, impedindo o contato deste e de outros microrganismos com a própria vagina e o pênis e vice-versa.

A versão feminina tem o mesmo objetivo da masculina, é constituída por um tubo de poliuretano com uma extremidade fechada e a outra aberta, acoplado a dois anéis flexíveis também de poliuretano na cérvice uterina, paredes vaginais e vulva. Ela já vem lubrificada assim como a masculina, só que pelo fato do poliuretano ser mais resistente que o látex há possibilidade de utilização de vários tipos de outros lubrificantes. Camisinha, não importa o tipo deve ser utilizada uma única vez.

 Diafragma

É um anel flexível, coberto por uma membrana de borracha fina onde a mulher insere no canal vaginal para cobrir o colo do útero e, deve ser utilizado juntamente com o espermicida. Funciona como uma barreira à entrada de espermatozóides. Para efetividade do método é necessária a correta utilização deste, assim como a sua correta higienização que previne futuras infecções genitais e prolonga a vida útil do dispositivo. Há vários tamanhos possíveis de diafragma que deve ser indicado pelo médico diagnosticado o tamanho do colo do útero. Recomenda-se introduzir na vagina pelo menos entre 15, 30 minutos antes da relação e só remover após passadas 6 a 8 horas da última relação sexual com penetração.

 Esponjas e espermicidas

As esponjas são feitas de poliuretano, são adaptáveis ao colo uterino com alça para sua remoção e são descartáveis- ao contrário do diafragma- estão associadas a espermicidas, que destroem os espermatozóides, podendo seu uso ser também combinado ao diafragma e preservativos. Existem em várias apresentações de espermicidas: cremes, geléias, supositórios, tabletes e espumas

 

3- Dispositivo intra-uterino (DIU)

São artefatos de polietileno, aos quais podem ser adicionados cobre ou hormônios, que são colocados na cavidade uterina exercendo sua função contraceptiva. Atuam impedindo a fecundação, tornando difícil a passagem do espermatozóide pelo colo do útero da mulher. Ele é sempre colocado pelo ginecologista assim como, é necessário um controle periódico a ser determinado, ou se por acaso ocorrer algum corrimento vaginal anormal.

Mulheres que possuem fluxo de sangue intenso e/ou cólicas fortes durante a menstruação, ou de repente tenham alguma anomalia intra-uterina, como miomas, infecções nas trompas, alergia ao cobre, não podem usar este método contraceptivo. Além de não ser aconselhado para mulheres que nunca engravidaram.

É um método muito eficiente, a gravidez raramente ocorre, e caso ocorra há o risco de aborto entre o 1º e 2º trimestre de gravidez.

 

4- Anticoncepção hormonal

Pílulas via oral

 Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral (AHCO) consiste na utilização de estrogênio associado à progesterona, impedindo a concepção por inibir a ovulação. Assim como, modifica o muco cervical tornando-o hostil ao espermatozóide, altera as condições endometriais, modifica a contratilidade das tubas, interferindo no transporte dos óvulos. Na forma de pílulas temos disponíveis no mercado atualmente:

1. Pílulas monofásicas: toma-se uma pílula por dia, e todas têm a  mesma dosagem de hormônios (estrogênio e progesterona). Começa-se a tomar no quinto dia da menstruação até a cartela acabar. Fica-se sete dias sem tomar, durante esta pausa ocorrerá o sangramento.

2. Pílulas multifásicas: toma-se uma pílula por dia, mas existem pílulas com diferentes dosagens, conforme a fase do ciclo. Por isso, podem ter dosagens mais baixas, e causam menos efeitos colaterais. São tomadas como as pílulas monofásicas, mas têm cores diferentes, de acordo com a dosagem e a fase do ciclo: não podem ser tomadas fora da ordem.

3. Pílulas de baixa dosagem ou minipílulas:  têm uma dosagem mais baixa e contém apenas um hormônio (geralmente progesterona); causando menos efeitos colaterais. São indicadas durante a amamentação, como uma garantia extra para a mulher. Devem ser tomadas todos os dias, sem interrupção, inclusive na menstruação.

Pílula do dia seguinte

È utilizada como contracepção de emergência (tomado antes das 72 horas pós coito) desta forma evita-se gravidez após ato sexual sem proteção. Só devem utilizar esta pílula mulheres que já utilizavam outro método anticoncepcional que não foi manipulado da maneira correta, ou que por algum motivo falhou como, por exemplo, deslocamento do diafragma, rompimento da camisinha, esquecimento da ingestão da pílula contraceptiva, etc. O hormônio em alta dosagem previne a gravidez inibindo a ovulação, fertilização e implantação do blastócito. Os índices de falha são: se usada até 24 horas da relação – 5 %; entre 25 e 48 horas – 15 %; entre 49 e 72 horas – 42 %.

 Contraceptivos injetáveis

São hormônios em solução injetável que inibem a ovulação da mesma forma que as pílulas anticoncepcionais, a diferença está na sua maior duração, que pode ser de 1 ou 3 meses. O método injetável trimestral é mais eficaz, sendo a probabilidade de falha 0,3%, ou seja, a cada 1000 mulheres que usam durante um ano somente 3 engravidam.

 

Outros métodos contraceptivos

 Implante hormonal

È um micro bastão contendo hormônios, este que inibem a ovulação. Ele é implantado no antebraço ( com anestesia local), tem duração de três anos.

 

 

Anel Vaginal

È um anel que é colocado na vagina no 5º dia de menstruação, permanecendo internamente por 21 dias corridos, ao 21º dia retira-se o anel para uma pausa de 7 dias, em seguida um novo anel deve ser colocado e assim continua. Algumas de suas vantagens em relação à outros métodos são: a não necessidade de  tomar  medicamento todos os dias somada  a probabilidade de esquecimento; os hormônios são absorvidos diretamente pela corrente sanguínea evitando assim alguns efeitos colaterais comuns da pílula.

 Adesivo Anticoncepcional

È um adesivo normal como conhecemos com a diferença de possuir hormônios em sua formulação. Ele deve ser colado na pele ( em certos pontos do corpo indicados) permanecendo nesta mesma posição por 1 semana. Assim como o anel vaginal, a vantagem está na comodidade de não se tomar pílulas todos os dias, e os hormônios são absorvidos diretamente pela corrente sanguínea.

 

5- Métodos Definitivos

Laqueadura e Vasectomia

São métodos contraceptivos cirúrgico e definitivos, realizado na mulher através da ligadura ou corte das trompas, impedindo o encontro do óvulo com o espermatozóide. No caso masculino pode ser feita pela ligadura ou corte dos canais deferentes (vasectomia), o que impede a presença dos espermatozóides no líquido ejaculado. Há indicação somente em casos mais complexos sob rígidos critérios.

 Entre todos estes métodos apresentados há um mais indicado à você e/ou seu parceiro caro leitor, caso queira saber mais detalhes sobre as formas de uso, possíveis efeitos colaterais, dúvidas em geral mesmo, recomendamos que você procure seu médico ginecologista/urologista para conversar e receitar o método mais conveniente para o seu caso.