Archive for the ‘Fala Doutor’ Category

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Quem tem medo de falar sobre sexo anal?

12/05/2010

Por Graziella Severi

A princípio a região anal não foi pensada pela mamãe natureza para fins de prática sexual -pelo fato de não possuir lubrificação própria- todavia, registros desta prática são bem antigos (muito mais do que se imagina), por exemplo, na Grécia antiga em muitas pólis a prática do sexo anal era comum e aceitável, era praticada entre os homens, e estes tinham relações com as mulheres para reprodução apenas, tudo isso se justificaria por uma série de fatores culturais que não caberiam aprofundar por agora.

Cerâmica da Grécia Antiga com casal possivelmente a praticar "sexo anal", ca. 480-470 DC, e faz parte de uma colecção privada em Munique

Além disso, o sexo anal parece mesmo ser o mais comum ato homossexual entre os povos primitivos. Alguns povos da Nova Guiné, por exemplo, a foração anal é absolutamente obrigatória para os jovens como parte dos rituais da puberdade: geralmente acredita-se que os meninos não vão crescer corretamente ao menos que tenham recebido o sêmem de homens mais velhos.

Visto que a prática do sexo anal é tão antiga e, em algumas culturas até tradicional, por que será que ainda permanece tão polêmica? Muitos preconceitos, e falsos moralismos giram em torno do tema, mas é certo que a região anal é um dos principais pontos erógenos de nosso corpo (como foi abordado por Juliana Lumi anteriormente), isto é, a estimulação da área pode levar a sensações de excitação, a presença e intensidade destas zonas variam de pessoa para pessoa. Isso serve tanto para o homem, como para a mulher. A prática pode ser prazerosa para ambos, se consentida pelo casal. Sexo “do bom” remete sempre à cumplicidade, o respeito ao outro.

Consultamos a Dra. Maria Cecília Rossi, médica ginecologista e Obstetra, terapeuta sexual pela Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana, para nos esclarecer estes pontos em relação ao preconceito a respeito do tema. “Por nossa influência religiosa ser fundamentalmente judaico-cristã, originário-derivada da filosofia grega pagã (aristotélica)- onde todas as ações tem um propósito essencial ou natural, que é sustentar a vida- sendo assim, a  finalidade da atividade sexual é a procriação. Agora, tudo o que não legitima este fim é tido como pecado mortal ou ato não-natural. Considera-se neste sentido a masturbação, coito anal, oral, coito vaginal usando anticoncepcional, atos homossexuais, controle de natalidade como sendo atos pecaminosos e antinaturais”, esclarece a Dra.

O Pura Volúpia, ao entrevistar algumas pessoas observou uma maior abertura por parte dos homens para tratar do assunto, tanto que alguns chegaram até nos relatar suas experiências – talvez porque o sexo anal seja a sua segunda maior fantasia sexual, e a primeira o sexo com duas mulheres- difícil mesmo foi encontrar alguém da ala feminina que comentasse sobre o assunto da mesma forma. Isso reflete, mais ainda em nossa sociedade patriarcal, a opressão do sexo feminino, desde cedo muitas vezes, para tratar não só do tema sexo anal, mas de um todo mesmo em torno deste universo.

O preconceito em torno coito anal se dá porque supostamente seria antinatural e anormal; somente prostitutas, pervertidas, e excêntricos fazem sexo anal; ânus e reto não se destinam a ser erotizados; sexo anal é sujo e desonrado e causa nojo; somente homossexuais masculinos praticam sexo anal; homens heterossexuais que gostam de sexo anal devem ser homossexuais não assumidos; e ainda, as mulheres não gostam de sexo anal e praticam somente para agradar seus parceiros.

Ainda sobre preconceito, Daiana Ferreira em post anterior relatou a timidez das mulheres abordadas para falar sobre a mera masturbação, imagine falar sobre sexo anal. Jamais! Pensariam elas. “O mito vem da história. A sabedoria popular no mundo ocidental tem sido frequentemente tão errônea quanto a religião e a lei tem sido repressiva. Superstições e falta de informação não se restringem aos indivíduos sem cultura”, ressalta a Dra. Maria Cecília.

“Acho errado estes tipos de preconceitos em torno do sexo propriamente, nessas horas “vale tudo” desde que haja respeito, todas as experimentações possíveis em busca do prazer e satisfação do casal são válidas. Ficar preso à esses estereótipos é ser bem limitado” nos contou J. R., 23, estudante de engenharia química.

Mas de nada adianta estar “despido” destes preconceitos se na hora do sexo o casal não souber se cuidar, e mais ainda, o sexo anal exige alguns cuidados básicos. Primeiro, pelo fato da região anal não possuir lubrificação própria e a estrutura anatômica ser diferente da vagina, médicos recomendam o uso de gel lubrificante para facilitar a penetração. Além disso, o uso do preservativo é obrigatório para evitar a contaminação com bactérias naturais da flora intestinal. Importante: não se deve fazer penetração vaginal depois de realizada a anal, para isso deve-se trocar sempre o preservativo.

“Sexo anal é como outro sexo qualquer, possivelmente as pessoas tem preconceito por imposição cultural mesmo, quer dizer, não é que se abstenham da prática, mas se a fazem não contam a ninguém”, revela a transexual Alessandra Vendraminy, 23.

Outro ponto importante, ainda de acordo com a Dra. a prática frequente do sexo anal, no caso entre o público gay e possivelmente entre atores e atrizes pornôs não causa dano algum à saúde, como sempre, ela faz somente a ressalva dos cuidados mencionados anteriormente.

Para finalizar, acredito que você leitor conhece este vídeo abaixo. Ele ficou bem famoso há alguns anos atrás pela brincadeira do “ai que susto!”, mas que na verdade a Dra. Carla Cecarello Fraia- Psicóloga e Especialista em Sexualidade Humana e Terapia Sexual – em seu programa “Aprendendo sobre Sexo” no SBT, apresentou o tema de forma bem didática e educativa para aqueles que queiram experimentar o sexo anal.

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Aí eu vi vantagem! Entenda os orgasmos múltiplos

06/05/2010

Por Graziella Severi

Nós mulheres fomos privilegiadas pela natureza pela possibilidade de obtermos orgasmos múltiplos durante uma relação sexual. A principal definição para eles seriam uma sequencia de picos de prazer que se dão de forma ininterrupta, imagina só caro, ou melhor, cara leitora: um é bom, dois são ótimos, três então… são demais! E por ai vai, rs. Agora, caro leitor, você não tem a mesma felicidade que nós pelo seguinte fato: após a ejaculação há um período refratário, este que é um fenômeno fisiológico de relaxamento temporário para posterior início da atividade sexual. 

Para entendermos um pouco como se dão as modificações corporais durante o ato sexual mencionarei o que pesquisadores norte-americanos, Masters e Johnson estudaram. Eles a definiram como Ciclo de Respostas Sexuais, algumas reformulações em torno desse conceito foram feitas, estes mesmos fenômenos fisiológicos se dividem em quatro fases distintas, sendo elas:

1ª Fase: Desejo

Faz parte deste estágio o mundo das fantasias que giram em torno do sexo, o instinto humano também esta presente. Este desejo são formas espontâneas que faz com que o indivíduo deseje ter experimentações sexuais. Os sinais neurológicos que levam ao desejo ainda não foram plenamente explicados, mas acredita-se que no cérebro haja um Centro de Desejo Sexual. Nos homens, por exemplo, este primeiro estímulo frequentemente se dá de forma visual.

2ª Fase: Excitação

Correspondido o primeiro interesse, o desejo desenvolve-se a partir de respostas corporais até se tornar a própria excitação. Caracteriza-se excitação no homem o enrijecimento do pênis, e no caso da mulher a lubrificação da vagina. Em todo esse processo o organismo está “viabilizando” para que uma relação sexual aconteça.

3ª Fase: Orgasmo

Iniciada a relação sexual, quando se atinge o orgasmo, há o clímax da relação, portanto, esta é a última fase do ciclo. Acontece o pleno relaxamento do corpo, contrações musculares rítmicas. No caso masculino denomina-se ejaculação. Depois de ocorrida, há o período refratário, de relaxamento para que possa ocorrer nova relação sexual. O mesmo fenômeno não se apresenta nas mulheres.

4ª Fase: Orgasmos Múltiplos

É a ocorrência de orgasmos de forma contínua, um após o outro, sem parar. Eis as mulheres grandes privilegiadas por terem essa possibilidade de contínuo êxtase, diferentemente dos homens como já explicado.

O orgasmo feminino é complexo, se dá de maneiras muito variadas. Sendo assim, há possibilidade de ocorrência de um único e intenso orgasmo, vários de menor intensidade, ou até de repente a união das duas situações. È comum a mulher confundir orgasmos múltiplos com a sensação de relaxamento prolongada após relação sexual. Para o homem a constatação de que sua parceira teve orgasmos múltiplos pode não ser uma tarefa tão fácil, somente se houver algo intenso, onde a vagina se contraia pressionando assim o pênis.

Diferenças nas respostas sexuais masculinas e femininas


Mitos sobre os orgasmos múltiplos

Eles de forma alguma podem ser uma regra geral a ser aplicada em todas as mulheres e, além disso, não significa que quem os atingem estão tendo mais prazer do que outros que eventualmente possam vir a ter um único. Visto que o orgasmo é complexo, ainda não foram confirmadas através de pesquisas se um indivíduo pode estar geneticamente propício a tê-los durante a relação.

Ademais, é falsa a impressão de que a mulher que tem orgasmos múltiplos tem mais apetite sexual se comparada a outras e, que a mesma estaria mais apta a dar prazer ao homem, mesmo porque estes “orgasmos múltiplos” podem nem ser verdadeiros. A negligência de ocorrência de orgasmo é freqüente e, é muito prejudicial para relação do casal.

Uma coisa é certa, o que compõe uma prazerosa relação é muito diálogo, conhecimento do próprio corpo, dicas entre o casal sobre suas particularidades sexuais, respeito, atração sexual e muita empolgação, com certeza! Vamos esquecer o manual como ter orgasmos múltiplos em 7 dias!


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Ficar sem sexo pode não ser tão ruim assim

29/04/2010

Por Graziella Severi

O que? Como assim? Você deve estar se perguntando, caro leitor. Nós que até então temos apresentado temas que contribuem para uma melhora na resposta sexual, dicas para apimentar sua relação, e agora lançamos um título um tanto quanto “broxante” deste? Que decepção, ai de pensar você, leitor. Mas, calma! O Pura Volúpia por ser bem democrático as mais diversas opiniões a respeito do tema central sexo, achou por bem dar espaço àqueles que vivem bem sem praticá-lo. E o mais interessante é que as pessoas que são felizes sem sexo são muitas vezes símbolos sexuais, pessoas bem sucedidas, fugindo completamente de qualquer estereótipo de pessoa que não transa (nada atraente; que não sabe “xavecar”).

Luiza Brunet, um símbolo sexual dos anos 80, e que muito seguramente permanece até hoje como tal, declarou recentemente que está há dois anos sem ter relações sexuais, e que não há nenhum problema em relação a isso. “Há um pouco de mito sobre esse papo de ter de fazer sexo sempre e quem muito fala, pouco faz. Quando a pessoa faz muita propaganda, quer fugir do preconceito, pois a mulher não pode assumir que não transa e leva uma vida tranquila assim”, declarou ao Portal Terra.

Além dela, outra mulher de forte apelo sexual que já participou de filmes pornôs inclusive, Rita Cadillac revelou também que já faz um bom tempo que está sem sexo, e nem por isso está menos feliz. “Estou há um ano numa boa sem transar. Está bom ficar sozinha. Sou igual à Coca-Cola, faço só a maior pressão”, ironizou a Lady do Povo.

Não são somente as “titias” que estão desapegadas e felizes sem sexo. Agora, em âmbitos internacionais, a atualíssima cantora norte-americana Lady Gaga, 24, também vai na mesma linha de pensamento das nossas musas brasileiras, e acrescenta dizendo ser contra o sexo casual “Você não precisa fazer sexo para se sentir bem… Estou solteira agora e escolhi ficar sozinha. Não fazer sexo não é um problema”.

Agora eu fico me questionando a repercussão que tem declarações como estas, sendo que é bem comum a associação da prática freqüente do sexo à saúde e ao bem estar, além disso inúmeras pesquisas sobre benefícios do sexo são feitas por instituições respeitadas e divulgadas com bastante freqüência, o que não deixe de ser verdade é claro, e é ótimo poder saber disso, não é mesmo? Mas o que entra em questão é o respeito às individualidades, e também a escolha que cada um realiza e determina em relação à sua vida sexual que deve se dar de maneira espontânea para ser saudável, isso com ou sem sexo.

Ë muito comum encontrar por aí pessoas que querem esbanjar experiência sexual, que já fez isso, gosta menos disso e mais daquilo, entretanto, a sexóloga Carla Cecarello desmente tais posicionamentos, “O discurso dos brasileiros é liberal, mas o comportamento ainda é considerado bem conservador”, afirma. Por isso, sempre duvide daquela “figurinha” da turma que conta altas peripécias sobre suas aventuras sexuais.

A sexóloga ainda nos esclarece que a falta de interesse por sexo não é patologia, a não ser que seja algo fixo na vida da pessoa, desta forma alguma de suas denominações seria a frigidez, que é o desinteresse por sexo de forma mais extrema e pode acontecer basicamente por fatores orgânicos, emocionais ou cultural-sociais. “É perfeitamente possível viver sem atividade sexual por um longo período. Essas mulheres canalizam sua libido para outros setores da vida e, no momento oportuno, o desejo volta”, ressalta.

Outro ponto de vista em relação a esse desinteresse momentâneo por sexo é apresentado pela sexóloga e colunista de O DIA Regina Navarro Lins, “Sexo funciona como a bateria de um carro. Quanto mais ativa é sua vida sexual, mais você quer. Quanto menos faz, menos vai querer”. Além disso, ela defende a prática sexual regular como benefício à nossa saúde. “As pesquisas científicas sobre o tema apontam que uma vida sexual ativa faz bem à saúde física e mental. As pessoas fazem muito menos sexo do que gostariam e com menos qualidade do que poderiam”, avalia.

E você caro leitor, acredita que podemos ser felizes sem sexo? Comentem!

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Ninfomaníaca por acidente

21/04/2010

Por Graziella Severi

Por mais que o sexo seja um dos quesitos principais para que um indivíduo seja considerado saudável, o seu exagero pode indicar um distúrbio (tudo em exagero é ruim, acredite!). A erotomania e ninfomania são termos médicos que indicam exagero no desejo sexual, por parte do homem e da mulher, respectivamente. Estes casos são conhecidos cientificamente como Desejo Sexual Hiperativo (DSH) e manifestam-se por desregulação e falta de controle dos impulsos sexuais.

O portal ABC da Saúde nos explica bem o que é o distúrbio, como se manifesta, principais sintomas, tratamento. Acredito que para nós leigos, seria ótimo nos informar de forma mais detalhada. Além disso, há outras inúmeras informações sobre saúde no geral e outros artigos sobre sexo -que é o tema central tratado neste Blog- postadas somente por médicos, por isso indico à vocês devido a alta confiabilidade do conteúdo.

Recentemente me deparei com uma notícia surpreendente (bem bizarra eu diria), sobre uma jovem inglesa que se tornou ninfomaníaca por causa de seu videogame. Estranho, não? Neste caso, o autor do crime seria seu Nintendo Wii fit. Ele que causou uma revolução no mundo dos games- pelo jogador utilizar todo o seu corpo para jogar, não somente os dedos- acidentalmente causou outra revolução, neste caso sexual em sua usuária, a jovem Randy Amanda Flowers, 24, britânica de Manchester. O ocorrido foi o seguinte: enquanto estava a se exercitar em cima de seu aparelho, sofreu uma queda e, esta resultou no comprometimento de um nervo, e desde então ela não pára de pensar em sexo.

Cuidado ai meu rapaz, de repente você fica viciado em sexo também!

Em declaração ao jornal britânico Daily Star “ Nintendo Wii made me nympho, após seu acidente qualquer vibração- como a de um celular – já é capaz de deixá-la “louca” por um forte amasso.“Começa com uma pontada lá embaixo e vai subindo pelo corpo. Algumas vezes vira um orgasmo que me faz tremer inteira”. Além disso, ela precisa pelo menos fazer amor dez vezes ao dia para satisfazer-se ou chegar à algo próximo disso.

Mais tarde, ela foi diagnosticada por um médico por portar Síndrome da Excitação Sexual Permanente – que faz com que os órgãos sexuais tenham uma irrigação sanguínea além do normal- no caso dela devido à lesão de um nervo. As pessoas portadoras desta síndrome sofrem contrações rítmicas musculares iguais ao momento de clímax durante o sexo, o orgasmo. Solteira, ela revela “ Como não há cura, eu tento controlar minha paixão respirando fundo. Espero um dia encontrar um garanhão que possa me satisfazer”.

Uma indicação de leitura para quem quiser saber mais sobre o assunto é a obra de Carol Groneman, chama-se Ninfomania, que faz um resgate histórico por várias conotações que este distúrbio sexual já teve nos Estados Unidos. São apresentados casos médicos, textos de psicologia, fontes populares. Mostra-se a “ascensão e queda” da ninfomania durante os últimos 200 anos.

O Pura Volúpia torce de verdade por você Amanda, que de repente apareça na sua vida um rapaz tão fascinado por sexo quanto você é agora. Para finalizar, deixando a brincadeira de lado, essa compulsão, “loucura” mesmo por sexo é um distúrbio sexual, precisa ser diagnosticada por um profissional da saúde e tratada para uma melhor qualidade de vida. E você caro leitor, conhece alguém, ou já ouviu falar de alguma história sobre pessoas com este distúrbio? Comentem!

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Pesquisa diz que pílula melhora vida sexual

20/04/2010

Por Gabriela Valente

Uma pesquisa realizada pela Febrasgo – Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia – revelou que o uso de pílulas anticoncepcionais pode melhorar a vida sexual de mulheres. De acordo com o estudo, a redução do risco de gravidez a níveis mínimos deixa as mocinhas psicologicamente mais relaxadas e, assim, elas se entregam com mais facilidade ao prazer.

500 usuárias de pílula anticoncepcional entre 15 e 45 anos foram ouvidas durante a pesquisa. As participantes residem em cinco capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre) e fazem parte das classes A e B.

De acordo com Gérson Lopes – ginecologista e presidente da Comissão Nacional de Sexologia da Febrasgo -, além de querer evitar uma gravidez não planejada, a mulher moderna faz uso da pílula para melhorar a pela e os cabelos, já que os hormônios contidos no medicamento podem promover tais efeitos.

O mito de o anticoncepcional diminuiria a libido das mulheres também foi contestado durante o estudo. A pesquisa apontou que 72% das entrevistas não sentiram alteração no desejo sexual após iniciar o uso de pílula e 11% afirmaram que a libido até aumentou (nada como afugentar o fantasma da gravidez, heim?).

No entanto, a pílula anticoncepcional não é eficaz na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. De nada adianta ficar tranqüila por evitar uma possível gestação indesejada correndo o risco de contrair alguma DST, então, o preservativo continua sendo a melhor opção para quem deseja praticar sexo seguro.

Leia mais: Conheça métodos contraceptivos para sexo saudável e responsável

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Conheça métodos contraceptivos para sexo saudável e responsável

14/04/2010

 Por Graziella Severi

Que o sexo é bom, isso com certeza você já sabe, só que para prática desta intensa e prazerosa atividade são necessárias certas precauções, entre elas a utilização de métodos contraceptivos que podem impedir uma gravidez não desajada- prejudicial principalmente para mulheres mais jovens- além de combater a transmissão das indesejáveis DSTs e a AIDS. Resumidamente, estes métodos se dividem em cinco tipos: comportamentais, de barreira, dispositivo intra-uterino (DIU), métodos hormonais e cirúrgicos.

" E a bandida ainda a persegue"- Cartão postal humorístico do séc. XIX

 A escolha por um método contraceptivo mais adequado deve ser personalizada, desta forma critérios como, idade, números de filhos (se houver), compreensão e tolerância ao método, desejo de procriação futura e a presença de doenças crônicas que possam agravar-se com o uso de determinado método, se faz necessário. È importante ressaltar que nenhum método contraceptivo é perfeito- tem suas limitações- por isso a necessidade de conhecer o maior número possível de métodos, para que você e seu médico decidam o que é melhor para a sua saúde.

 1- Métodos Comportamentais:

Tabelinha                          

Com este método procura-se calcular o início e o fim do período fértil da mulher- para isto é necessário conhecer o funcionamento do seu ciclo menstrual- é indicado somente à mulheres com ciclo menstrual regular. Ela deve ser orientada primeiramente a marcar em seu calendário os últimos 6 a 12 ciclos menstruais com data do primeiro dia (início) e sua duração até o término, a partir daí é possível calcular seu período fértil- dias prováveis de engravidar e de maior desejo sexual- sendo assim, deve abster-se de relações sexuais. ATENÇÃO: Este método é pouco eficaz se não for somado à outros métodos de contracepção, como por exemplo, a camisinha. Além do fato de não proteger contra DSTs e a AIDS.

 Método do Muco Cervical (Billing)

O período fértil da mulher é identificado a partir da observação de alterações cíclicas do muco cervical durante o auto-exame, e as diferentes sensações por ele provocadas na vulva e na própria vagina. Esta observação deve ser constante, verificando a presença ou não de fluxo mucoso. Ele aparece geralmente 2 a 3 dias após a menstruação, e inicialmente é pouco consistente e espesso. Logo após a ovulação, aí sim conseguimos observar algumas modificações, tornando-se mais grudento. Para teste coloque o muco entre o indicador e o polegar e tente separar os dedos, observe a sua consistência. É necessária a pausa da atividade sexual nesta fase por no mínimo 4 dias a partir do pico de produção, finalizado volta-se ao período infértil.

Para eficácia do método é necessária observação sistêmica e muita responsabilidade por parte da mulher, além do fato que para conhecer seu ciclo menstrual e o muco detalhadamente leva um tempo considerável, todavia, qualquer alteração hormonal, doenças das mais variadas, pode causar alterações no muco, o que o acaba tornando pouco confiável.

 Coito Interrompido

È, sobretudo, na capacidade do homem em prever, controlar sua ejaculação e quando ela estiver próxima de acontecer deve-se retirar o pênis da vagina. Sua eficácia é muito baixa- pela própria lubrificação do pênis conter espermatozóides- em nenhuma instância deve ser adotada pelo casal (estamos citando este método para efeito didático, não incentivador). Ademais, há um risco muito alto de transmissão de DSTs e AIDS.

 

2- Métodos de Barreira

Os próximos métodos a ser abordados evitam a ascensão de espermatozóides ao útero, ou seja, evitam gravidez, além de serem eficientes no combate às infecções por DSTs e AIDS. São os métodos não definitivos mais utilizados.

Camisinha (Condom)

Grande maioria das pessoas estão aptas a sua utilização, protege contra doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS. Não possui contra indicação, e são de fácil acesso. O condom masculino é um envoltório de látex que impede o contato direto do pênis com a vagina, sendo assim retém o esperma após a ejaculação, impedindo o contato deste e de outros microrganismos com a própria vagina e o pênis e vice-versa.

A versão feminina tem o mesmo objetivo da masculina, é constituída por um tubo de poliuretano com uma extremidade fechada e a outra aberta, acoplado a dois anéis flexíveis também de poliuretano na cérvice uterina, paredes vaginais e vulva. Ela já vem lubrificada assim como a masculina, só que pelo fato do poliuretano ser mais resistente que o látex há possibilidade de utilização de vários tipos de outros lubrificantes. Camisinha, não importa o tipo deve ser utilizada uma única vez.

 Diafragma

É um anel flexível, coberto por uma membrana de borracha fina onde a mulher insere no canal vaginal para cobrir o colo do útero e, deve ser utilizado juntamente com o espermicida. Funciona como uma barreira à entrada de espermatozóides. Para efetividade do método é necessária a correta utilização deste, assim como a sua correta higienização que previne futuras infecções genitais e prolonga a vida útil do dispositivo. Há vários tamanhos possíveis de diafragma que deve ser indicado pelo médico diagnosticado o tamanho do colo do útero. Recomenda-se introduzir na vagina pelo menos entre 15, 30 minutos antes da relação e só remover após passadas 6 a 8 horas da última relação sexual com penetração.

 Esponjas e espermicidas

As esponjas são feitas de poliuretano, são adaptáveis ao colo uterino com alça para sua remoção e são descartáveis- ao contrário do diafragma- estão associadas a espermicidas, que destroem os espermatozóides, podendo seu uso ser também combinado ao diafragma e preservativos. Existem em várias apresentações de espermicidas: cremes, geléias, supositórios, tabletes e espumas

 

3- Dispositivo intra-uterino (DIU)

São artefatos de polietileno, aos quais podem ser adicionados cobre ou hormônios, que são colocados na cavidade uterina exercendo sua função contraceptiva. Atuam impedindo a fecundação, tornando difícil a passagem do espermatozóide pelo colo do útero da mulher. Ele é sempre colocado pelo ginecologista assim como, é necessário um controle periódico a ser determinado, ou se por acaso ocorrer algum corrimento vaginal anormal.

Mulheres que possuem fluxo de sangue intenso e/ou cólicas fortes durante a menstruação, ou de repente tenham alguma anomalia intra-uterina, como miomas, infecções nas trompas, alergia ao cobre, não podem usar este método contraceptivo. Além de não ser aconselhado para mulheres que nunca engravidaram.

É um método muito eficiente, a gravidez raramente ocorre, e caso ocorra há o risco de aborto entre o 1º e 2º trimestre de gravidez.

 

4- Anticoncepção hormonal

Pílulas via oral

 Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral (AHCO) consiste na utilização de estrogênio associado à progesterona, impedindo a concepção por inibir a ovulação. Assim como, modifica o muco cervical tornando-o hostil ao espermatozóide, altera as condições endometriais, modifica a contratilidade das tubas, interferindo no transporte dos óvulos. Na forma de pílulas temos disponíveis no mercado atualmente:

1. Pílulas monofásicas: toma-se uma pílula por dia, e todas têm a  mesma dosagem de hormônios (estrogênio e progesterona). Começa-se a tomar no quinto dia da menstruação até a cartela acabar. Fica-se sete dias sem tomar, durante esta pausa ocorrerá o sangramento.

2. Pílulas multifásicas: toma-se uma pílula por dia, mas existem pílulas com diferentes dosagens, conforme a fase do ciclo. Por isso, podem ter dosagens mais baixas, e causam menos efeitos colaterais. São tomadas como as pílulas monofásicas, mas têm cores diferentes, de acordo com a dosagem e a fase do ciclo: não podem ser tomadas fora da ordem.

3. Pílulas de baixa dosagem ou minipílulas:  têm uma dosagem mais baixa e contém apenas um hormônio (geralmente progesterona); causando menos efeitos colaterais. São indicadas durante a amamentação, como uma garantia extra para a mulher. Devem ser tomadas todos os dias, sem interrupção, inclusive na menstruação.

Pílula do dia seguinte

È utilizada como contracepção de emergência (tomado antes das 72 horas pós coito) desta forma evita-se gravidez após ato sexual sem proteção. Só devem utilizar esta pílula mulheres que já utilizavam outro método anticoncepcional que não foi manipulado da maneira correta, ou que por algum motivo falhou como, por exemplo, deslocamento do diafragma, rompimento da camisinha, esquecimento da ingestão da pílula contraceptiva, etc. O hormônio em alta dosagem previne a gravidez inibindo a ovulação, fertilização e implantação do blastócito. Os índices de falha são: se usada até 24 horas da relação – 5 %; entre 25 e 48 horas – 15 %; entre 49 e 72 horas – 42 %.

 Contraceptivos injetáveis

São hormônios em solução injetável que inibem a ovulação da mesma forma que as pílulas anticoncepcionais, a diferença está na sua maior duração, que pode ser de 1 ou 3 meses. O método injetável trimestral é mais eficaz, sendo a probabilidade de falha 0,3%, ou seja, a cada 1000 mulheres que usam durante um ano somente 3 engravidam.

 

Outros métodos contraceptivos

 Implante hormonal

È um micro bastão contendo hormônios, este que inibem a ovulação. Ele é implantado no antebraço ( com anestesia local), tem duração de três anos.

 

 

Anel Vaginal

È um anel que é colocado na vagina no 5º dia de menstruação, permanecendo internamente por 21 dias corridos, ao 21º dia retira-se o anel para uma pausa de 7 dias, em seguida um novo anel deve ser colocado e assim continua. Algumas de suas vantagens em relação à outros métodos são: a não necessidade de  tomar  medicamento todos os dias somada  a probabilidade de esquecimento; os hormônios são absorvidos diretamente pela corrente sanguínea evitando assim alguns efeitos colaterais comuns da pílula.

 Adesivo Anticoncepcional

È um adesivo normal como conhecemos com a diferença de possuir hormônios em sua formulação. Ele deve ser colado na pele ( em certos pontos do corpo indicados) permanecendo nesta mesma posição por 1 semana. Assim como o anel vaginal, a vantagem está na comodidade de não se tomar pílulas todos os dias, e os hormônios são absorvidos diretamente pela corrente sanguínea.

 

5- Métodos Definitivos

Laqueadura e Vasectomia

São métodos contraceptivos cirúrgico e definitivos, realizado na mulher através da ligadura ou corte das trompas, impedindo o encontro do óvulo com o espermatozóide. No caso masculino pode ser feita pela ligadura ou corte dos canais deferentes (vasectomia), o que impede a presença dos espermatozóides no líquido ejaculado. Há indicação somente em casos mais complexos sob rígidos critérios.

 Entre todos estes métodos apresentados há um mais indicado à você e/ou seu parceiro caro leitor, caso queira saber mais detalhes sobre as formas de uso, possíveis efeitos colaterais, dúvidas em geral mesmo, recomendamos que você procure seu médico ginecologista/urologista para conversar e receitar o método mais conveniente para o seu caso.

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Deguste (uhmmm)

08/04/2010

Por Juliana Lumi

Caro leitor, caso sua relação não esteja muito ao seu agrado, ou melhor, decaída, murcha, brochada, mais pra lá (da cama) do que pra cá, eis um post que irá ajudar nesses seus momentos difíceis. Pois é, leitor, quem sabe uma ajudinha não possa fortalecer a sua relação? Como já vimos, existem “n” formas de dar um up em seu relacionamento, mas ainda não falamos daqueles objetos que encontramos nas lojas especializadas em artigos eróticos, conhecidas (popularmente) como Sex Shop. Pois é, tais peças podem te dar uma mãozinha (he-he-he) na sua relação sexual. Entretanto, leitor, existem tantos produtos que tivemos que especializar em um determinado tipo. Então, hoje, discutiremos sobre os objetos sexuais comestíveis.

Um pouco de conhecimento…
Para aqueles que não sabem, comer ocasiona prazer (em todos os sentidos).
Segundo a nutróloga Paula Cabral: “quando comemos, nosso cérebro recebe uma carga de dopamina, hormônio responsável pelo prazer”.
A dopamina é um neurotransmissor, sintetizado por certas células nervosas que agem em regiões do cérebro promovendo, entre outros efeitos, a sensação de prazer e a motivação. Por isso que tal neuro está ligado as dependências de jogos, álcool, sexo e drogas.
Assim, objetos sexuais comestíveis, prazer duplo (he-he-he).

 Falando sério…
Antes de oferecer a você, leitor, o leque de todos os apetrechos comestíveis, é necessário que se obtenha alguns cuidados na compra, no manuseio e principalmente na limpeza, seja qual for o produto que você irá utilizar.
1. Não compre produtos em lugares não especializados.
2. Certifique do uso correto de tais produtos.
3. Não se esqueça da higiene, quando possível, lave com sabão neutro antes de usar. 
Segundo o sexólogo Carlos Magno: “Os chamados toys ou brinquedos sexuais são usados como fetiche propriamente ditos. Eles servem para melhorar ou substituir as sensações sexuais, porém não se pode esquecer da higiene”. 

Vitrine (finalmente, não?)
Aqui vai uma lista dos produtos que você, leitor, pode utilizar para dar uma pitadinha na sua relação sexual:
Calcinhas: são feitas de gelatina bem fina para parecer com o tecido. Vestidas como uma calcinha normal, tais peças não precisam ser necessariamente “devoradas” (he-he-he), pois vão se derretendo aos poucos conforme o corpo da mulher vai ficando umedecido. É possível encontrá-las em diversos modelos e sabores, como chocolate, morango, caju, maçã verde, uva, entre outros.  Variam em torno de 15 a 37 reais.
Cuecas e Sutiãs: fabricados da mesma forma que as calcinhas, as cuecas e os sutiãs são menos procurados pelo público. Com sabores variados, tais peças custam aproximadamente 16 reais.
Brincos e anéis (sim, até isso!): em diversos formatos, como corações e borboletas, são produzidos da mesma forma que as calcinhas. O preço varia entre 6 a 8 reais.
Géis e óleos: com o objetivo de lubrificar e alguns de aquecer (não só a relação), tais produtos são utilizados para massagens corporais. Além de não possuírem calorias (he-he-he), esses apetrechos oferecem uma linha enorme de sabores (maçã com canela, chocolate, pêssego, menta, mel, chiclete, entre outros). Seu preço varia em torno de 4 a 120 reais.

Objetos sexuais comestíveis

Talcos: com a mesma função dos óleos, tais produtos possuem poucos tipos de sabores. Seu preço gira em torno de 26 reais.
Canetas: não é a caneta e sim a tinta que é comestível. Tais produtos possuem um gel que pode ser ingerido. Com muitos sabores (como leite condensado e doce de leite), essas canetas custam entre 7 a 30 reais.
Bolinhas: feitas com uma capa de gelatina, elas dissolvem através da umidade do corpo. Produzidas com óleo vegetal para serem ingeridas. Possuem a função de aquecer a área intima e ajudar na lubrificação. Só existem dois sabores no mercado, uva e menta, e uma marca que é aprovada pela ANVISA. Seu custo é em torno de 10 reais.
Velas: desenvolvida a base de manteiga e óleos vegetais para substituir a parafina. Usa-se como se fosse um óleo comestível, acendendo o pavio e deixando derreter por dois minutos. Não provoca queimaduras, pois tal produto aquece até a temperatura corporal. De chocolate, uva, trutti-fruit, as velas possuem preços que variam de 40 a 60 reais.
Camisinhas: sim, existem também as camisinhas comestíveis. Feitas também por gelatina, tais camisinhas possuem a função de fetiche e não de prevenção. Por isso, é preciso de cuidado para não confundirem com aquelas que possuem somente o sabor, pois essas previnem a gravidez e as doenças sexualmente transmissíveis. Seu preço gira em torno de 9 reais.

Dica para mulheres: entre tantos produtos, existe um batom que provoca a sensação de calor ou frescor. Com diversos sabores, este apetrecho sai em torno de 25 reais, não deixando de também hidratar e dar brilho aos lábios. Experimente!

Grande maioria das pessoas relata que depois de usar esses objetos sexuais, sejam comestíveis ou não, conseguiram fortalecer a sua relação. “Eu gostei. Uma maneira de inovar na relação. Eu já imagino 1001 utilidades para ela na minha mão”, disse Prendinha, no site Yahoo respostas, depois do uso da caneta comestível.

Então, caro leitor, não se intimide! Se sua relação anda de mal a pior, experimente esses objetos que podem ser grandes estimuladores, seus companheiros para que sua relação dê aquela alavancada.

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