Archive for the ‘Ele+Ele / Ela+Ela’ Category

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Vamos falar de sexo?

20/05/2010

Por Juliana Narimatsu

Caro leitor, este post irá falar sobre sexo. Novidade? Sim, porque não irei discutir sobre a tradicional transa; aquela que envolve o contato físico mesmo. Hoje, irei aprofundar o assunto em meios que existem para fazer o sexo sem seu parceiro estar do seu ladinho (ou em cima, em baixo…como queira). Sabe os meios de comunicação? O telefone e a internet? Pois é, leitor, fique de olhos (todos os sentidos) bem abertos, porque o post irá tratar sobre esses dois temas: sexo por telefone e virtual.

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Quem tem medo de falar sobre sexo anal?

12/05/2010

Por Graziella Severi

A princípio a região anal não foi pensada pela mamãe natureza para fins de prática sexual -pelo fato de não possuir lubrificação própria- todavia, registros desta prática são bem antigos (muito mais do que se imagina), por exemplo, na Grécia antiga em muitas pólis a prática do sexo anal era comum e aceitável, era praticada entre os homens, e estes tinham relações com as mulheres para reprodução apenas, tudo isso se justificaria por uma série de fatores culturais que não caberiam aprofundar por agora.

Cerâmica da Grécia Antiga com casal possivelmente a praticar "sexo anal", ca. 480-470 DC, e faz parte de uma colecção privada em Munique

Além disso, o sexo anal parece mesmo ser o mais comum ato homossexual entre os povos primitivos. Alguns povos da Nova Guiné, por exemplo, a foração anal é absolutamente obrigatória para os jovens como parte dos rituais da puberdade: geralmente acredita-se que os meninos não vão crescer corretamente ao menos que tenham recebido o sêmem de homens mais velhos.

Visto que a prática do sexo anal é tão antiga e, em algumas culturas até tradicional, por que será que ainda permanece tão polêmica? Muitos preconceitos, e falsos moralismos giram em torno do tema, mas é certo que a região anal é um dos principais pontos erógenos de nosso corpo (como foi abordado por Juliana Lumi anteriormente), isto é, a estimulação da área pode levar a sensações de excitação, a presença e intensidade destas zonas variam de pessoa para pessoa. Isso serve tanto para o homem, como para a mulher. A prática pode ser prazerosa para ambos, se consentida pelo casal. Sexo “do bom” remete sempre à cumplicidade, o respeito ao outro.

Consultamos a Dra. Maria Cecília Rossi, médica ginecologista e Obstetra, terapeuta sexual pela Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana, para nos esclarecer estes pontos em relação ao preconceito a respeito do tema. “Por nossa influência religiosa ser fundamentalmente judaico-cristã, originário-derivada da filosofia grega pagã (aristotélica)- onde todas as ações tem um propósito essencial ou natural, que é sustentar a vida- sendo assim, a  finalidade da atividade sexual é a procriação. Agora, tudo o que não legitima este fim é tido como pecado mortal ou ato não-natural. Considera-se neste sentido a masturbação, coito anal, oral, coito vaginal usando anticoncepcional, atos homossexuais, controle de natalidade como sendo atos pecaminosos e antinaturais”, esclarece a Dra.

O Pura Volúpia, ao entrevistar algumas pessoas observou uma maior abertura por parte dos homens para tratar do assunto, tanto que alguns chegaram até nos relatar suas experiências – talvez porque o sexo anal seja a sua segunda maior fantasia sexual, e a primeira o sexo com duas mulheres- difícil mesmo foi encontrar alguém da ala feminina que comentasse sobre o assunto da mesma forma. Isso reflete, mais ainda em nossa sociedade patriarcal, a opressão do sexo feminino, desde cedo muitas vezes, para tratar não só do tema sexo anal, mas de um todo mesmo em torno deste universo.

O preconceito em torno coito anal se dá porque supostamente seria antinatural e anormal; somente prostitutas, pervertidas, e excêntricos fazem sexo anal; ânus e reto não se destinam a ser erotizados; sexo anal é sujo e desonrado e causa nojo; somente homossexuais masculinos praticam sexo anal; homens heterossexuais que gostam de sexo anal devem ser homossexuais não assumidos; e ainda, as mulheres não gostam de sexo anal e praticam somente para agradar seus parceiros.

Ainda sobre preconceito, Daiana Ferreira em post anterior relatou a timidez das mulheres abordadas para falar sobre a mera masturbação, imagine falar sobre sexo anal. Jamais! Pensariam elas. “O mito vem da história. A sabedoria popular no mundo ocidental tem sido frequentemente tão errônea quanto a religião e a lei tem sido repressiva. Superstições e falta de informação não se restringem aos indivíduos sem cultura”, ressalta a Dra. Maria Cecília.

“Acho errado estes tipos de preconceitos em torno do sexo propriamente, nessas horas “vale tudo” desde que haja respeito, todas as experimentações possíveis em busca do prazer e satisfação do casal são válidas. Ficar preso à esses estereótipos é ser bem limitado” nos contou J. R., 23, estudante de engenharia química.

Mas de nada adianta estar “despido” destes preconceitos se na hora do sexo o casal não souber se cuidar, e mais ainda, o sexo anal exige alguns cuidados básicos. Primeiro, pelo fato da região anal não possuir lubrificação própria e a estrutura anatômica ser diferente da vagina, médicos recomendam o uso de gel lubrificante para facilitar a penetração. Além disso, o uso do preservativo é obrigatório para evitar a contaminação com bactérias naturais da flora intestinal. Importante: não se deve fazer penetração vaginal depois de realizada a anal, para isso deve-se trocar sempre o preservativo.

“Sexo anal é como outro sexo qualquer, possivelmente as pessoas tem preconceito por imposição cultural mesmo, quer dizer, não é que se abstenham da prática, mas se a fazem não contam a ninguém”, revela a transexual Alessandra Vendraminy, 23.

Outro ponto importante, ainda de acordo com a Dra. a prática frequente do sexo anal, no caso entre o público gay e possivelmente entre atores e atrizes pornôs não causa dano algum à saúde, como sempre, ela faz somente a ressalva dos cuidados mencionados anteriormente.

Para finalizar, acredito que você leitor conhece este vídeo abaixo. Ele ficou bem famoso há alguns anos atrás pela brincadeira do “ai que susto!”, mas que na verdade a Dra. Carla Cecarello Fraia- Psicóloga e Especialista em Sexualidade Humana e Terapia Sexual – em seu programa “Aprendendo sobre Sexo” no SBT, apresentou o tema de forma bem didática e educativa para aqueles que queiram experimentar o sexo anal.

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Lingerie, sustente sua relação!

06/05/2010

Por Juliana Narimatsu

Caro leitor, estava eu decidindo o próximo tema que iria discutir no meu post, quando descobri, ao navegar pelo mar sem limites que é a Internet, várias facetas que uma lingerie pode gerar. Pois é, leitor, lingerie não é apenas um assessório necessário para o público feminino. Quando bem usado, tanto pode valorizar o corpo das mulheres, quanto pode dar aquele up na relação (ou no homem mesmo). Cores, estilos, tipos, modelos, histórias…existem tantas coisas que uma lingerie pode “sustentar”. Então, caro leitor, fique de olhos bem abertos, pois o Pura Volúpia irá discutir sobre a grande parceira das mulheres (tirada pelos homens): a lingerie.

Lá vem história…
Calcinhas, sutiãs, cintas-ligas, espartilhos e outras peças compõem o que chamamos de lingerie (ou roupa de baixo, peça íntima). A lingerie passou por muitas transformações, seguindo as mudanças culturais e atendendo as exigências do novo público feminino.
Os espartilhos, por exemplo, foram usados por mais de quatro séculos. Além de causar problemas a saúde, havia o desconforto e a obrigação de possuir aquela cinturinha tão desejada pelas mulheres da época. A versão antiga da calcinha seria a ceroula, tão utilizada no século 19 e que ia até abaixo do joelho (e o calor?). A cinta-liga apareceu na década de 20, para segurar as meias 7/8. Dançarinas do Charleston exibiam essa peça por baixo das saias cheias de franja, enquanto dançavam ao som das jazz-bands. Até os anos 30, a cinta-liga era a única peça disponível para prender as meias das mulheres; só na década de 40 é que as meias-calças chegaram às prateleiras.

Espartilho, cinta-liga, ceroula e sutiã

No século 20, acompanhando a moda das roupas justas e cinturas marcadas, houve o aparecimento do sutiã com armações de metal, cintas e corpetes para moldar o corpo feminino. A moda, conforme os anos, foi trazendo novidades em cores, materiais e estilos, tornando a lingerie cada vez mais confortável e durável, duas exigências que surgiram durante a vida moderna. Entretanto, o mundo fashion sempre vem renovando o que era do passado, fazendo com que os espartilhos e cintas-ligas continuem no guarda-roupa feminino.
Saiba mais: Bra-Burning – A história da queima dos sutiãs em 1968.

Vitrine
Pois é leitor, o mercado de lingeries dispõe de uma variedade E-N-O-R-M-E de estilos. Vamos conferir?
Super-básicos
Não diria que seria “a” peça ideal para apimentar a relação. Esses estão mais ligados ao conforto e a praticidade.
Neon
Cadê você? Como todos viram, as cores que pegaram nesse ano foram as fluorescentes; e, pensando nisso, a marca Pselda lançou um kit de lingeries nas cores fluor, como verde, roxo e rosa, além da confecção de camisinhas com as mesmas tonalidades.


Românticos
São aqueles bem delicados. Rosinhas, roxinhos, branquinhos, sempre acompanhados com estampas de flores e rendas. Certas lingeries que possuem esse ar romântico, também podem trazer a pitada caliente (santinha do pau oco!), então, aposte nessas peças para “provocar” a sua relação.
Sexy
Cheias de renda e transparência e com cores provocantes, essas lingeries são geralmente acompanhadas de camisolas e baby-dolls cheios de ousadia.
So Sexy!
Quanto menos, se quer mais! Aqui se encontram lingeries bem provocantes, grande parte feita de tecidos transparentes, onde os seios ficam visíveis. A parte de baixo se encontra as calcinhas fio-dental. Além dos corpetes e cintas-ligas, existem os macacões, maios e várias peças cheias de provocação. Algumas são acompanhadas de acessórios como máscaras, chicotes e buás; outras possuem na própria peça sinos, pom-pons e outros afins.
Nessa categoria entram as lingeries comestíveis – Leia mais: Deguste (uhmmm) –, e também as com o tema África (estampas de onça, zebra, cobra, entre outros).
Fantasiaaa no ar…
As fantasias podem ser outra uma alternativa para esquentar o relacionamento. Enfermeira, médica, bombeira, policial, salva-vidas podem resgatar seu companheiro a qualquer hora. A colegial e empregada doméstica fazem parte do arsenal de artigos eróticos. A mamãe-noel, a fadinha e até o Peter Pan também não ficaram de fora.

Depoimentos
De acordo com A. M., 21 anos, a lingerie é uma alternativa idela para solucionar os problemas de rotina na relação.
“E ajuda demais a sair da rotina!Antes de tudo uma mulher deve se sentir bem naquilo que se está vestindo,prq tem muitas mulheres que acabam usando algumas coisas pensando que vão agradar o parceiro,mas no fundo não se sentem bem com aquilo e isso tira definitivamente toda a beleza e sensualidade feminina que conseqüentemente não vai excitar muito o parceiro. Seja inovadora,mas mantenha sua simplicidade usando o que te deixa bem mas que tbm o impressione,mantenha o máximo de equilíbrio possível nessas horas,afinal,a maior beleza e sedução está em vc mesma!!!”
Da mesma forma concorda Isabela Schmall, gerente comercial da Intimitat Lingerie. Isabela acha muito importante escolher o modelo adequado, pois a escolha pode valorizar o corpo da mulher.
“Hoje em dia as lingeries se tornaram além de lindas, funcionais, ou seja, podem operar verdadeiros milagres, valorizando o que a mulher tem de mais bonito em seu corpo e disfarçando imperfeições. Na noite de núpcias é excelente poder contar com mais esta ajudazinha para realçar o poder da sedução feminina
“. 

Mercado
Não pense, caro leitor, que o mercado de lingeries está restringido apenas para o público feminino e da boa forma.
Um exemplo seria a modelo Katie Prince, do Reino Unido. Decidindo confeccionar uma coleção para mulheres que fogem do padrão de beleza (magras com tudo em cima), Katie criou lingeries ,cheias de estilo, para todo o tipo de corpo feminino, desde as gordinhas, até as com pouco seios.

O desfile

Saiba mais: Novo conceito em lingeries especializadas em tamanhos grandes.
O comércio de produtos eróticos também está apostando no público masculino. Segundo o site Sintaliga, é possível encontrar peças super-sexy e algumas fantasias para os homens, “Apesar da esmagadora maioria ser voltada ao público feminino, existem também algumas peças e modelos elaborados visando o público masculino. Nesse caso, os modelos que fazem mais sucesso são as fantasias de bombeiro e de médico, mas há também modelos mais inusitados, como cuecas tematizadas (muitas, inclusive, imitando animais como cobras), tapas-sexos e fantasias de heróis”.

Chá de Lingerie
É isso ae, leitor! Chá de panela/cozinha é coisa do passado! Agora, as mulheres modernas encontraram uma nova alternativa para as reuniões antes do casório. O chá de lingerie consiste em reunião de amigas, onde a prenda, em vez de utensílios domésticos, seria lingeries, preparando, assim, o enxoval para a lua-de-mel.

Dicas
Eis algumas dicas que podem te ajudar, caro leitor, na escolha da lingerie, para valorizar o que a mulher tem de mais bonito.
eios: Caso você queira aumentar e dar mais sustentação, compre sutiãs com bojos, espumas moldadas ou os push-up, que também aproximam e levantam os seios. Outra dica para dar um up é utilizar sutiãs com as alças com as alças cruzadas nas costas.
Bumbum: algumas mulheres optam pelo fio-dental para realçar e não marcar o bumbum. Outras utilizam as calcinhas que cobrem todo o bumbum, isso faz com que não se espalhe para os lados e nem fique marcado pelo elástico. Também existem as calcinhas com enchimento, que podem ajudar para dar aquela aumentada sem nenhum agulha.

Pois é, leitor, uma boa lingerie pode trazer belos benefícios em seu relacionamento.
Então, qual será a surpresinha de hoje a noite?
Leia mais: Uma viagem pelo soutien.

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SEXO CASUAL. Saiba como se dar bem nele!!!

30/04/2010

Por Daiana Ferreira

Antes da revolução sexual feminina, muitas mulheres buscavam companheiros perfeitos e maridos para vida inteira. Hoje, esse tipo de pensamento, este cada vez mais raro. Relacionamento repleto de cobranças, responsabilidades e compromissos não são mais tolerados por algumas mulheres. Elas querem celebrar a vida, curtir-lá em todos os sentidos, sem ter que se preocupar com o amanhã, sem ter que dar satisfação a ninguém e nem ter que lavar cuecas ou fazer a janta no dia seguinte.

E se você acha que este tipo de relação combina com seu jeito de viver e celebrar a vida, mas você não sabe por onde começar. Bem vindo ao clube dos homens que não ligam para o sexo casual. Segue abaixo um mini manual para ter sempre uma mulher esperando por seus dotes e serviços.

Os 10 mandamentos do SEXO CASUAL

1- Você não é namorado! Logo não cobrarás nada, absolutamente nada.

2- Você será o ouvinte mais interessante da face da terra. Mudinho, sabe com é? Só falarás quando solicitado.

3- Sabe qual será sua profissão? Animador. Serás um homem sempre bem humorado e divertido, fará a mulher que está ao seu lado dar risada sempre. Quando ela estiver triste, você terá a difícil missão de mudar esse quadro.

4- Você não poderá nunca se sentir como amante. Quando ela arrumar um namorado vier a se casar, você será seu melhor amigo. E caso ela queira fazer sexo casualmente com você, estará SEMPRE DISPONÍVEL, mesmo contra sua própria vontade.

5- Não te apaixonarás. Você nunca será o marido ou namorado da mulher com quem você se deita casualmente. Ela só quer você como amigo sexual, ou seja, é APENAS ISSO QUE ELA QUER de você.

6- Será um leão na cama. Estarás sempre disponível para o que der e vier. Transará com a mulher que te escolheu como se fosse seu último dia de vida. Levará ela as nuvens para ver o céu e as estrelas. Sabe como é? DEDICAÇÃO TOTAL a sua comandante.

7- Nunca darás “chiliques”. Você não tem o direito de ficar chateado ou emburrado. Lembre- se: você é sinônimo de alegria e diversão.

8- Você deverá descobrir, em curto espaço de tempo, o que satisfaz a mulher que te “contratou” como servidor. Darás prazer a ela sempre. Nunca estarás cansado ou sem ânimo. Tua tarefa será: DAR PRAZER, DAR PRAZER, DAR PRAZER!!!

9- Será homem mais generoso desta terra. Humildade será seu lema. Se contentarás com pouco e não reclamarás nunca da falta de atenção, carinho ou sexo. Lembre-se: É SEU DEVER atender as necessidades da mulher com que você está.

10-Se precisar tomar Viagra, tome. Estará sempre de “prontidão” para os chamados da sua dona. Fique sempre alerta, pois se caso você “amolecer” quando estiver de trabalho, serás dispensado no mesmo instante.

Aproveitem a oportunidade e faça uma mulher feliz!!!

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Poliamor: uma nova forma de relacionamento

22/04/2010

Por Juliana Narimatsu

Caro leitor, você sabe o que é Poliamorismo? Pois é, caso você não esteja satisfeito com a sua relação, o poliamor pode ser a solução dos seus problemas. Então, leitor, se acomode na frente do seu computador, pois o Pura Volúpia irá discutir sobre esse assunto.

O que é?
A tradição monogâmica acredita que a cada indivíduo cabe uma “alma gêmea” (a metade da laranja…), ou seja, um parceiro ideal que irá suprir todas as necessidades. Já o poliamorismo é um termo que descreve as relações interpessoais amorosas que não crêem nesse princípio da monogamia; e sim, na possibilidade prática, sustentável, consciente e responsável de se relacionar com vários parceiros simultaneamente. Assim, o poliamor é estar aberto para a possibilidade de gostar e relacionar com mais de uma pessoa ao mesmo tempo.
O poliamor tem como ideal admitir uma variedade de sentimentos que desenvolvem com vários parceiros e que vão além da relação sexual. Para os poliamoristas, segundo Cartilha divulgada no Terra, o sexo é um complemento secundário.
A base do poliamorismo é a honestidade e o compromisso entre os envolvidos. A fidelidade dos parceiros não se refere à posse do outro, e sim à confiança mútua no envolvimento e que estejam a par da situação, sempre confortáveis com ela.
O fato de um ou ambos os parceiros sentirem interesse por outras pessoas não implica na insuficiência ou inadequação do parceiro inicial. Na verdade, significa que há a possibilidade de desenvolver um outro e novo relacionamento, com diferentes níveis de interação com a relação pré-existente, mas que não anula sua importância.
O ciúmes é algo que intriga em qualquer relacionamento, pois é visto como a insegurança entre os parceiros. Assim, segundo a Cartilha, os poliamoristas devem aprender a lidar com o ciúmes e saber dividir seu relacionamento.

Um pouco de história
O poliamor como movimento surgiu em meados dos anos 80 nos Estados Unidos. Na Europa, movimentos começaram a crescer na Suíça, Alemanha e Reino Unido.

Passeata em São Francisco, 2004.

Em novembro de 2005 houve a primeira Conferência Internacional sobre Poliamor – Internacional Conference on Polyamory & Mono-Normativity – em Hamburgo, na Alemanha.
A Conferência debateu questões como: que tipo de regras devem ser estabelecidas em relações múltiplas, qual é a responsabilidade das pessoas que querem manter vários parceiros sexuais, ou, como lidar com o ciúmes.
“Eu vim para ver e conhecer as pessoas que amam mais do que uma pessoa.”, comentou uma participante suíça, “Onde vivo, conheço muita pouca gente que compreenda realmente o meu modo de vida. Mas, aqui, não sou a única, e tenho a oportunidade de aprender muito de outras pessoas que seguem o mesmo modelo polifidelidade de vida que eu.”.

Saiba mais: International Conference on Polyamory and Mono-Normativity, Memorandum Gwendolin Altenhöfer for SERGEJ.

Diferenciais
Você, caro leitor, deve estar se perguntando qual seria, então, a diferença entre poliamorismo, poligamia e relação aberta.
A poligamia, praticada em algumas culturas, é o casamento de uma pessoa com várias outras simultaneamente. Já o poliamorismo, como já dito, é você amar e ser amado por mais de um parceiro ao mesmo tempo.
Para a psicanalista, sexóloga e escritora Regina Navarro Lins, um relacionamento poliamorista não pode ser considerado necessariamente um relacionamento aberto. “No relacionamento aberto cada um pode sair, ter sua vida, independentemente do outro, e você pode comentar ou não sobre as outra pessoas com as quais se relacionou. Mas a maioria não comenta, pois hoje ainda geraria sofrimento ao saber. O poliamor vai além, ele pretende que seja natural para todo mundo, amar e ser amado por outra pessoa. Os poliamoristas alegam que o ciúme não existiria na medida em que você não será trocado por outro, porque você não precisaria abrir Mao de ninguém para estar com outra pessoa. Por esses motivos eu acredito que a relação aberta se diferencia do poliamor, porque esse é muito mais aberto e tranqüilo”.

Vantagens e desvantagens (Segundo a Cartilha)
Vantagens: redução de stress, economia doméstica – pois envolve mais de duas pessoas –, maior satisfação sexual, aprendizado de tolerância, clareza dos sentimentos, paz de espírito afetivo e educação conjunta dos filhos.
Desvantagens: casa maior, faz necessário possuir habilidade de negociação, aprender a lidar com o repúdio e a incredulidade social, além do ciúmes e sentimento de posse.

Adeptos e não adeptos
Questionamos a algumas pessoas sobre o poliamorismo e se elas gostariam de adotar esse tipo de relacionamento na sua vida. “Não, de jeito nenhum. Eu acho que quando estou com uma pessoa, eu quero a atenção dela só pra mim.”, fala L. M., 19 anos.
Grande parte dos “não praticantes” do poliamor acham que esse tipo de relação é impossível de ser duradoura. “Eu não gostaria. Mas se possui um consentimento não vejo problema. Eu acho que não dá certo, porque uma hora a pessoa pode trocar seu parceiro por outro”, comenta R. F., 19 anos. O mesmo pensa Hypatia, participante do fórum do Yahoo respostas “Não acho que esse tipo de relacionamento seja a melhor opção, pois haveria quantidade e não qualidade”.
Entretanto, os poliamoristas mostram o contrário. De acordo com Diana, 31, após ter decidido adotar o poliamor em sua vida, por sugestão do namorado, tudo ficou melhor, “Apesar do amor que sentimos um pelo outro, a curiosidade natural de experimentar outras pessoas veio à tona e o conflito entre amor e curiosidade foi muito forte. Mas eu não queria me casar com um homem que passaria o resto da vida frustrado e que isso o afetasse demais, poderia ocasionar traições. Foi difícil chegar a essa decisão, mas foi o melhor”. Da mesma maneira pensa Marceli, 25, que se relaciona com um homem e uma mulher, onde moram juntos e funcionam a três anos, “Há quem pense em orgia ou promiscuidade, mas é uma relação baseada na cumplicidade, respeito e sinceridade. É viver sem mentiras nem com o peso da culpa por manter um caso extraconjugal”.
Segundo a advogada Lindsay Custódio, 27 anos, uma pessoa não é capaz de complementar a outra. “Já permiti que meu ex-namorado tivesse um relacionamento com outra pessoa. Não me incomodaria, nem me sentiria culpada em conhecer outra pessoa, assim como adoraria que aceitassem o fato de eu poder me relacionar com outra pessoa ao mesmo tempo”, relata Lindsay, “A maioria das pessoas não aceitam esse tipo de comportamento, seja por razões religiosas ou devido à errônea crença de que amor requer exclusividade”.

Mais informações
Para aqueles que querem saber um pouco mais sobre esses diferentes tipos de relações amorosas – entre eles, o poliamorismo –, existem alguns livros que tratam sobre esse assunto, como, por exemplo, “Amor a Três” de Flávio Braga e Regina Navarro Lins; e “Dona Flor e seus dois maridos” de Jorge Amado

Livro "Amor a Três"

Também existem alguns filmes que se basearem nesse tipo de relacionamento, como “The Dreamers” e “Les Chansons d’amour”.

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Deguste (uhmmm)

08/04/2010

Por Juliana Lumi

Caro leitor, caso sua relação não esteja muito ao seu agrado, ou melhor, decaída, murcha, brochada, mais pra lá (da cama) do que pra cá, eis um post que irá ajudar nesses seus momentos difíceis. Pois é, leitor, quem sabe uma ajudinha não possa fortalecer a sua relação? Como já vimos, existem “n” formas de dar um up em seu relacionamento, mas ainda não falamos daqueles objetos que encontramos nas lojas especializadas em artigos eróticos, conhecidas (popularmente) como Sex Shop. Pois é, tais peças podem te dar uma mãozinha (he-he-he) na sua relação sexual. Entretanto, leitor, existem tantos produtos que tivemos que especializar em um determinado tipo. Então, hoje, discutiremos sobre os objetos sexuais comestíveis.

Um pouco de conhecimento…
Para aqueles que não sabem, comer ocasiona prazer (em todos os sentidos).
Segundo a nutróloga Paula Cabral: “quando comemos, nosso cérebro recebe uma carga de dopamina, hormônio responsável pelo prazer”.
A dopamina é um neurotransmissor, sintetizado por certas células nervosas que agem em regiões do cérebro promovendo, entre outros efeitos, a sensação de prazer e a motivação. Por isso que tal neuro está ligado as dependências de jogos, álcool, sexo e drogas.
Assim, objetos sexuais comestíveis, prazer duplo (he-he-he).

 Falando sério…
Antes de oferecer a você, leitor, o leque de todos os apetrechos comestíveis, é necessário que se obtenha alguns cuidados na compra, no manuseio e principalmente na limpeza, seja qual for o produto que você irá utilizar.
1. Não compre produtos em lugares não especializados.
2. Certifique do uso correto de tais produtos.
3. Não se esqueça da higiene, quando possível, lave com sabão neutro antes de usar. 
Segundo o sexólogo Carlos Magno: “Os chamados toys ou brinquedos sexuais são usados como fetiche propriamente ditos. Eles servem para melhorar ou substituir as sensações sexuais, porém não se pode esquecer da higiene”. 

Vitrine (finalmente, não?)
Aqui vai uma lista dos produtos que você, leitor, pode utilizar para dar uma pitadinha na sua relação sexual:
Calcinhas: são feitas de gelatina bem fina para parecer com o tecido. Vestidas como uma calcinha normal, tais peças não precisam ser necessariamente “devoradas” (he-he-he), pois vão se derretendo aos poucos conforme o corpo da mulher vai ficando umedecido. É possível encontrá-las em diversos modelos e sabores, como chocolate, morango, caju, maçã verde, uva, entre outros.  Variam em torno de 15 a 37 reais.
Cuecas e Sutiãs: fabricados da mesma forma que as calcinhas, as cuecas e os sutiãs são menos procurados pelo público. Com sabores variados, tais peças custam aproximadamente 16 reais.
Brincos e anéis (sim, até isso!): em diversos formatos, como corações e borboletas, são produzidos da mesma forma que as calcinhas. O preço varia entre 6 a 8 reais.
Géis e óleos: com o objetivo de lubrificar e alguns de aquecer (não só a relação), tais produtos são utilizados para massagens corporais. Além de não possuírem calorias (he-he-he), esses apetrechos oferecem uma linha enorme de sabores (maçã com canela, chocolate, pêssego, menta, mel, chiclete, entre outros). Seu preço varia em torno de 4 a 120 reais.

Objetos sexuais comestíveis

Talcos: com a mesma função dos óleos, tais produtos possuem poucos tipos de sabores. Seu preço gira em torno de 26 reais.
Canetas: não é a caneta e sim a tinta que é comestível. Tais produtos possuem um gel que pode ser ingerido. Com muitos sabores (como leite condensado e doce de leite), essas canetas custam entre 7 a 30 reais.
Bolinhas: feitas com uma capa de gelatina, elas dissolvem através da umidade do corpo. Produzidas com óleo vegetal para serem ingeridas. Possuem a função de aquecer a área intima e ajudar na lubrificação. Só existem dois sabores no mercado, uva e menta, e uma marca que é aprovada pela ANVISA. Seu custo é em torno de 10 reais.
Velas: desenvolvida a base de manteiga e óleos vegetais para substituir a parafina. Usa-se como se fosse um óleo comestível, acendendo o pavio e deixando derreter por dois minutos. Não provoca queimaduras, pois tal produto aquece até a temperatura corporal. De chocolate, uva, trutti-fruit, as velas possuem preços que variam de 40 a 60 reais.
Camisinhas: sim, existem também as camisinhas comestíveis. Feitas também por gelatina, tais camisinhas possuem a função de fetiche e não de prevenção. Por isso, é preciso de cuidado para não confundirem com aquelas que possuem somente o sabor, pois essas previnem a gravidez e as doenças sexualmente transmissíveis. Seu preço gira em torno de 9 reais.

Dica para mulheres: entre tantos produtos, existe um batom que provoca a sensação de calor ou frescor. Com diversos sabores, este apetrecho sai em torno de 25 reais, não deixando de também hidratar e dar brilho aos lábios. Experimente!

Grande maioria das pessoas relata que depois de usar esses objetos sexuais, sejam comestíveis ou não, conseguiram fortalecer a sua relação. “Eu gostei. Uma maneira de inovar na relação. Eu já imagino 1001 utilidades para ela na minha mão”, disse Prendinha, no site Yahoo respostas, depois do uso da caneta comestível.

Então, caro leitor, não se intimide! Se sua relação anda de mal a pior, experimente esses objetos que podem ser grandes estimuladores, seus companheiros para que sua relação dê aquela alavancada.

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Pezinhos, para que te quero?

07/04/2010

Por Graziella Severi

 Você já sabia da existência de pessoas que possuem fetiche por pés, ou seja, sentem atração sexual ao ver algum deles passando ao lado? Para aqueles que não fazem a mínima idéia sobre o que se trata, esse desejo um tanto quanto exótico para alguns, chama-se podolatria, que seria uma das possíveis classificações da parafilia– onde o prazer sexual não se encontra no próprio ato- mas é transferido para algum outro tipo de comportamento, objeto, ou parte do corpo, neste caso os pés.

 O podólatra sente prazer ao realizar ações simples para com os pés desejados, como, por exemplo, tocar, beijar, massagear, cheirar, ou mesmo o simples observar de seu “alvo”, entre muitas outras ações possíveis sendo sempre os pés de outras pessoas seu objeto de desejo, raramente os próprios pés. Agora, outro dado importante, a grande maioria dos podólatras é composta por homens, mas isso não deixa de excluir o público feminino, entretanto, não é tão comum se comparada à contingência masculina.

 Em declaração à Revista Nova,“A vida secreta do seu sapato”, Caio César Perez, 24, empresário, revela seu gosto por pés desde muito cedo, “Desde criança gosto de pés. Minha mãe vivia me dando bronca porque eu adorava ficar debaixo da mesa e tirar as havaianas da minha prima para beijar seus pés. Era engraçado, eu tinha 10 anos e vivia perseguindo a coitada, que já estava com 15. Até hoje sou fascinado por pés. Na hora do amor, sempre começo por eles. Para mim, têm a mesma sensualidade do bumbum e dos seios, me atraem da mesma forma. Já aconteceu de eu me decepcionar com mulheres lindas que tinham pés feios. Perdi a atração na hora. Os pés da minha namorada são bonitos, mas quando nos conhecemos não contei do meu fetiche. Quando descobriu, ela ficou um pouco sem graça, pois os considerava feios. E não é toda mulher que gosta de ter seus pés beijados. A Janaína, por exemplo, ficou com medo de que tivesse algum cheiro desagradável, mas não tem. E mesmo que tivesse, a gente lava e pronto. Se ela não topasse entrar na brincadeira ia ficar faltando alguma coisa no relacionamento, pois os pés me excitam bastante. Só de ela roçar os pés em mim fico louco. Há alguns caras que têm vergonha de assumir esse fetiche, porque acham que vai queimar o filme deles, mas considero absolutamente normal. Não tenho nenhum problema com isso.
O mais sensual, aliás, são pés em sandálias de salto agulha e unhas pintadas de vermelho. Também adoro tamancos e sandálias de plástico transparentes – sempre de salto alto”.

 Esse mesmo fetichista responde sexualmente de uma maneira similar à outros indivíduos que gostam de ser acariciados no pescoço ou nádegas por exemplo, porém a diferença está que esta admiração pela parte do corpo em questão tem conotação de fixação. Desta forma, alguns deles apreciam a masturbação feita pelos pés do parceiro sexual podendo atingir satisfação plena de prazer, no caso o orgasmo, refere-se a uma maneira de chegar a um clímax sem que haja a consumação do ato sexual.

 O fetiche por pés pode ser altamente especializado por sua enorme variedade de gostos, uns se atraem por elementos que considera repulsivos, outros preferem somente as solas, dedos longos, unhas bem aparadas, unhas com esmalte vermelho-sangue, pés descalços, ou sob um belíssimo salto agulha, com meias finas, e (o mais bizarro) há até registro daqueles que apreciam pés com frieiras, micoses, chulé e por ai vai, desta forma denomina-se fungifilia, que está dentro das categorias da parafilia anteriormente mencionada.

Unhas vermelhas fatais

Salto agulha, difícil alguém que resista

Muito atraente, não?

  Outra curiosidade, nas práticas sadomasoquistas é bastante freqüente a presença dos pés, que neste contexto tem conotação submissa, como, pisar em cima do parceiro como se o estivesse humilhando, todavia, o podólatra já se satisfaz apenas com a cultuar dos pés e das inúmeras possibilidades de ações que a imaginação puder propiciar. As fantasias em torno dos pés já o levam à excitação, sem qualquer outra intervenção, enquanto no contexto sadomasoquista a significação remete à submissão do outro, o gosto de o ver como mais fraco, frágil.

Os pés podem fazer parte do imaginário sexual de muitas pessoas, até de quem você menos espera, eu mesma, por exemplo, já me surpreendi em descobrir que amigos próximos meus têm essa tara por “pezinhos indefesos”. O mais interessante nisso tudo é perceber como a imaginação do ser humano é fértil ao ponto de possuir fetiches próprios peculiares, os pés são uma das possibilidades. Você também possui este desejo? Conhece alguém que tenha essa relação? Comentem!