h1

Conheça métodos contraceptivos para sexo saudável e responsável

14/04/2010

 Por Graziella Severi

Que o sexo é bom, isso com certeza você já sabe, só que para prática desta intensa e prazerosa atividade são necessárias certas precauções, entre elas a utilização de métodos contraceptivos que podem impedir uma gravidez não desajada- prejudicial principalmente para mulheres mais jovens- além de combater a transmissão das indesejáveis DSTs e a AIDS. Resumidamente, estes métodos se dividem em cinco tipos: comportamentais, de barreira, dispositivo intra-uterino (DIU), métodos hormonais e cirúrgicos.

" E a bandida ainda a persegue"- Cartão postal humorístico do séc. XIX

 A escolha por um método contraceptivo mais adequado deve ser personalizada, desta forma critérios como, idade, números de filhos (se houver), compreensão e tolerância ao método, desejo de procriação futura e a presença de doenças crônicas que possam agravar-se com o uso de determinado método, se faz necessário. È importante ressaltar que nenhum método contraceptivo é perfeito- tem suas limitações- por isso a necessidade de conhecer o maior número possível de métodos, para que você e seu médico decidam o que é melhor para a sua saúde.

 1- Métodos Comportamentais:

Tabelinha                          

Com este método procura-se calcular o início e o fim do período fértil da mulher- para isto é necessário conhecer o funcionamento do seu ciclo menstrual- é indicado somente à mulheres com ciclo menstrual regular. Ela deve ser orientada primeiramente a marcar em seu calendário os últimos 6 a 12 ciclos menstruais com data do primeiro dia (início) e sua duração até o término, a partir daí é possível calcular seu período fértil- dias prováveis de engravidar e de maior desejo sexual- sendo assim, deve abster-se de relações sexuais. ATENÇÃO: Este método é pouco eficaz se não for somado à outros métodos de contracepção, como por exemplo, a camisinha. Além do fato de não proteger contra DSTs e a AIDS.

 Método do Muco Cervical (Billing)

O período fértil da mulher é identificado a partir da observação de alterações cíclicas do muco cervical durante o auto-exame, e as diferentes sensações por ele provocadas na vulva e na própria vagina. Esta observação deve ser constante, verificando a presença ou não de fluxo mucoso. Ele aparece geralmente 2 a 3 dias após a menstruação, e inicialmente é pouco consistente e espesso. Logo após a ovulação, aí sim conseguimos observar algumas modificações, tornando-se mais grudento. Para teste coloque o muco entre o indicador e o polegar e tente separar os dedos, observe a sua consistência. É necessária a pausa da atividade sexual nesta fase por no mínimo 4 dias a partir do pico de produção, finalizado volta-se ao período infértil.

Para eficácia do método é necessária observação sistêmica e muita responsabilidade por parte da mulher, além do fato que para conhecer seu ciclo menstrual e o muco detalhadamente leva um tempo considerável, todavia, qualquer alteração hormonal, doenças das mais variadas, pode causar alterações no muco, o que o acaba tornando pouco confiável.

 Coito Interrompido

È, sobretudo, na capacidade do homem em prever, controlar sua ejaculação e quando ela estiver próxima de acontecer deve-se retirar o pênis da vagina. Sua eficácia é muito baixa- pela própria lubrificação do pênis conter espermatozóides- em nenhuma instância deve ser adotada pelo casal (estamos citando este método para efeito didático, não incentivador). Ademais, há um risco muito alto de transmissão de DSTs e AIDS.

 

2- Métodos de Barreira

Os próximos métodos a ser abordados evitam a ascensão de espermatozóides ao útero, ou seja, evitam gravidez, além de serem eficientes no combate às infecções por DSTs e AIDS. São os métodos não definitivos mais utilizados.

Camisinha (Condom)

Grande maioria das pessoas estão aptas a sua utilização, protege contra doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS. Não possui contra indicação, e são de fácil acesso. O condom masculino é um envoltório de látex que impede o contato direto do pênis com a vagina, sendo assim retém o esperma após a ejaculação, impedindo o contato deste e de outros microrganismos com a própria vagina e o pênis e vice-versa.

A versão feminina tem o mesmo objetivo da masculina, é constituída por um tubo de poliuretano com uma extremidade fechada e a outra aberta, acoplado a dois anéis flexíveis também de poliuretano na cérvice uterina, paredes vaginais e vulva. Ela já vem lubrificada assim como a masculina, só que pelo fato do poliuretano ser mais resistente que o látex há possibilidade de utilização de vários tipos de outros lubrificantes. Camisinha, não importa o tipo deve ser utilizada uma única vez.

 Diafragma

É um anel flexível, coberto por uma membrana de borracha fina onde a mulher insere no canal vaginal para cobrir o colo do útero e, deve ser utilizado juntamente com o espermicida. Funciona como uma barreira à entrada de espermatozóides. Para efetividade do método é necessária a correta utilização deste, assim como a sua correta higienização que previne futuras infecções genitais e prolonga a vida útil do dispositivo. Há vários tamanhos possíveis de diafragma que deve ser indicado pelo médico diagnosticado o tamanho do colo do útero. Recomenda-se introduzir na vagina pelo menos entre 15, 30 minutos antes da relação e só remover após passadas 6 a 8 horas da última relação sexual com penetração.

 Esponjas e espermicidas

As esponjas são feitas de poliuretano, são adaptáveis ao colo uterino com alça para sua remoção e são descartáveis- ao contrário do diafragma- estão associadas a espermicidas, que destroem os espermatozóides, podendo seu uso ser também combinado ao diafragma e preservativos. Existem em várias apresentações de espermicidas: cremes, geléias, supositórios, tabletes e espumas

 

3- Dispositivo intra-uterino (DIU)

São artefatos de polietileno, aos quais podem ser adicionados cobre ou hormônios, que são colocados na cavidade uterina exercendo sua função contraceptiva. Atuam impedindo a fecundação, tornando difícil a passagem do espermatozóide pelo colo do útero da mulher. Ele é sempre colocado pelo ginecologista assim como, é necessário um controle periódico a ser determinado, ou se por acaso ocorrer algum corrimento vaginal anormal.

Mulheres que possuem fluxo de sangue intenso e/ou cólicas fortes durante a menstruação, ou de repente tenham alguma anomalia intra-uterina, como miomas, infecções nas trompas, alergia ao cobre, não podem usar este método contraceptivo. Além de não ser aconselhado para mulheres que nunca engravidaram.

É um método muito eficiente, a gravidez raramente ocorre, e caso ocorra há o risco de aborto entre o 1º e 2º trimestre de gravidez.

 

4- Anticoncepção hormonal

Pílulas via oral

 Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral (AHCO) consiste na utilização de estrogênio associado à progesterona, impedindo a concepção por inibir a ovulação. Assim como, modifica o muco cervical tornando-o hostil ao espermatozóide, altera as condições endometriais, modifica a contratilidade das tubas, interferindo no transporte dos óvulos. Na forma de pílulas temos disponíveis no mercado atualmente:

1. Pílulas monofásicas: toma-se uma pílula por dia, e todas têm a  mesma dosagem de hormônios (estrogênio e progesterona). Começa-se a tomar no quinto dia da menstruação até a cartela acabar. Fica-se sete dias sem tomar, durante esta pausa ocorrerá o sangramento.

2. Pílulas multifásicas: toma-se uma pílula por dia, mas existem pílulas com diferentes dosagens, conforme a fase do ciclo. Por isso, podem ter dosagens mais baixas, e causam menos efeitos colaterais. São tomadas como as pílulas monofásicas, mas têm cores diferentes, de acordo com a dosagem e a fase do ciclo: não podem ser tomadas fora da ordem.

3. Pílulas de baixa dosagem ou minipílulas:  têm uma dosagem mais baixa e contém apenas um hormônio (geralmente progesterona); causando menos efeitos colaterais. São indicadas durante a amamentação, como uma garantia extra para a mulher. Devem ser tomadas todos os dias, sem interrupção, inclusive na menstruação.

Pílula do dia seguinte

È utilizada como contracepção de emergência (tomado antes das 72 horas pós coito) desta forma evita-se gravidez após ato sexual sem proteção. Só devem utilizar esta pílula mulheres que já utilizavam outro método anticoncepcional que não foi manipulado da maneira correta, ou que por algum motivo falhou como, por exemplo, deslocamento do diafragma, rompimento da camisinha, esquecimento da ingestão da pílula contraceptiva, etc. O hormônio em alta dosagem previne a gravidez inibindo a ovulação, fertilização e implantação do blastócito. Os índices de falha são: se usada até 24 horas da relação – 5 %; entre 25 e 48 horas – 15 %; entre 49 e 72 horas – 42 %.

 Contraceptivos injetáveis

São hormônios em solução injetável que inibem a ovulação da mesma forma que as pílulas anticoncepcionais, a diferença está na sua maior duração, que pode ser de 1 ou 3 meses. O método injetável trimestral é mais eficaz, sendo a probabilidade de falha 0,3%, ou seja, a cada 1000 mulheres que usam durante um ano somente 3 engravidam.

 

Outros métodos contraceptivos

 Implante hormonal

È um micro bastão contendo hormônios, este que inibem a ovulação. Ele é implantado no antebraço ( com anestesia local), tem duração de três anos.

 

 

Anel Vaginal

È um anel que é colocado na vagina no 5º dia de menstruação, permanecendo internamente por 21 dias corridos, ao 21º dia retira-se o anel para uma pausa de 7 dias, em seguida um novo anel deve ser colocado e assim continua. Algumas de suas vantagens em relação à outros métodos são: a não necessidade de  tomar  medicamento todos os dias somada  a probabilidade de esquecimento; os hormônios são absorvidos diretamente pela corrente sanguínea evitando assim alguns efeitos colaterais comuns da pílula.

 Adesivo Anticoncepcional

È um adesivo normal como conhecemos com a diferença de possuir hormônios em sua formulação. Ele deve ser colado na pele ( em certos pontos do corpo indicados) permanecendo nesta mesma posição por 1 semana. Assim como o anel vaginal, a vantagem está na comodidade de não se tomar pílulas todos os dias, e os hormônios são absorvidos diretamente pela corrente sanguínea.

 

5- Métodos Definitivos

Laqueadura e Vasectomia

São métodos contraceptivos cirúrgico e definitivos, realizado na mulher através da ligadura ou corte das trompas, impedindo o encontro do óvulo com o espermatozóide. No caso masculino pode ser feita pela ligadura ou corte dos canais deferentes (vasectomia), o que impede a presença dos espermatozóides no líquido ejaculado. Há indicação somente em casos mais complexos sob rígidos critérios.

 Entre todos estes métodos apresentados há um mais indicado à você e/ou seu parceiro caro leitor, caso queira saber mais detalhes sobre as formas de uso, possíveis efeitos colaterais, dúvidas em geral mesmo, recomendamos que você procure seu médico ginecologista/urologista para conversar e receitar o método mais conveniente para o seu caso.

One comment

  1. eu adorei esse site muito bom nos da toda informaçao que presisamos saber



Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: