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Estudo inédito revela benefícios da pornografia

31/03/2010

Por Graziella Severi

 O acesso a materiais pornôs está sem dúvida mais fácil do que nunca, sendo a internet uma facilitadora. É estranho imaginar que há algumas décadas atrás a coisa não funcionava tão bem assim, para se comprar algo erótico era preciso se submeter a certo constrangimento de ir a uma banca de jornal, ou mesmo uma vídeo locadora, sendo necessário entrar naquela obscura salinha aos fundos destinada ao público adulto.

 As pessoas que consomem produtos pornôs geralmente não falam de forma aberta a respeito do assunto, ou você por acaso já presenciou alguma conversa do tipo: “Nossa ontem assisti ao filme do Kid Bengala, me empolguei, fiquei muito na vontade…”, é claro que não, presumo. Os consumidores podem não se “entregar”, mas é espantosa a alta demanda em todo o mundo por materiais adultos. Veja abaixo alguns dados de um site de pesquisa norte-americano chamado TopTenReviews sobre a indústria pornográfica:

 – A indústria pornográfica faturou US$ 97 bilhões em 2006 nos 16 países em que sua atuação é mais forte; o ranking é liderado por China (US$ 27,4 bilhões), Coréia do Sul (25,7 bilhões), Japão (19,9 bilhões) e Estados Unidos (13,3 bilhões); o Brasil aparece em 16º lugar (US$ 100 milhões).

– O faturamento da indústria pornográfica é maior que das oito maiores empresas mundiais de tecnologia somadas (Microsoft, Google, Amazon, eBay, Yahoo!, Apple, Netflix e EarthLink); nos Estados Unidos, a arrecadação supera a das redes ABC, CBS e NBC.

– Por mês, são realizados 1,5 bilhão de downloads de material pornográfico (35% do total); existem hoje 4,2 milhões de sites desse tipo no mundo (12% do total); 42% das pessoas que usam a internet consomem esse material.

– 20% dos homens admitem acessar sites pornográficos no trabalho (contra 13% das mulheres); 10% dos adultos confessam ser viciados em pornografia na rede (17% das mulheres dizem lutar contra o vício); um em cada três visitantes de sites pornô é mulher; há duas mulheres para cada homem nas salas de bate-papo.

– A cada 39 minutos, um vídeo pornô é produzido nos Estados Unidos.

 Bom, estas estatísticas só confirmam algo já imaginado por todos: o ser humano só pensa naquilo! Agora, uma boa notícia em relação à pornografia é que ela pode ser útil a uma sociedade, segundo as últimas pesquisas realizadas nos Estados Unidos.

 Até então se julgava o gênero de entretenimento como algo pecaminoso, incentivador do estupro, estimulador da violência sexual, além da degradar a imagem feminina, porém Milton Diamond, professor do departamento de anatomia, bioquímica e fisiologia da Universidade do Havaí e diretor do Pacific Center for Sex and Society, afirma que aqueles que possuem esta visão estão muito equivocados.

 Em seu relatório “Pornography, Public Acceptance and Sex Related Crime: A Review”, (Pornografia, aceitação pública e crimes sexuais: uma revisão), foram feitas pesquisas em países como EUA, Japão, Dinamarca, Croácia, China, Alemanha, Polônia entre outros, e foi apontado que desde a liberação para comércio de produtos pornográficos, os índices de estupros caíram, em alguns casos, mais de 30% quando comparados à década de 70. E outro dado importante, no estado de Utah nos Estados Unidos, onde o acesso à internet é menor, apresenta índices mais altos de violência sexual se comparado aos locais anteriores.

 Quanto à criminosos sexuais, existe o mito de que são viciados em pornografia e tudo mais, só que o Profº Diamond refuta este estereótipo com o argumento que estes indivíduos provavelmente tiveram menor acesso a pornografia na infância, e agora na tenra idade adulta são flagrados com materiais adultos. Além disso, foi mostrada uma avaliação da população carcerária norte-americana, onde os estupradores seriam aqueles que menos consomem material erótico, em oposição àqueles presos por outros tipos de crimes.

 Ademais, foi abordada na pesquisa a questão do detrimento da figura da mulher por parte da pornografia.  Foi observado que as mulheres são quem ganham os mais altos salários, e em poucas indústrias isso acontece. E pesquisas de psicologia relacionadas ao tema atestam que homens que tem contato com pornografia são menos machistas em relação àqueles que não tem. O mesmo vale para ações antissociais, o governo inglês, assim como o canadense, durante quinze anos realizaram estudos para saber se de fato a pornografia e comportamentos machistas andavam lado a lado. Resultado: nada foi provado.

  Enfim, o Pura Volúpia julgou interessante divulgar esta pesquisa no Blog, pois, ela nos apresenta uma visão bem diferenciada e, principalmente houve uma pesquisa científica que legitima essa visão alternativa aqui abordada. Essa questão da pornografia é muito pessoal, não é errado gostar ou não gostar. Cada um à sua maneira.

  E, você tem contato com materiais pornôs? O que achou da pesquisa, surpreendente, ou não?  Divulgue seu ponto de vista sobre o assunto.

Conte-nos sobre suas dúvidas e sugestões pelo e-mail blogpuravolupia@gmail.com  e siga o @pura_volupia no Twitter!

One comment

  1. Gra, muito interessante a matéria. Principalmente saber que isso não influencia para o lado ruim, no caso o estupro.
    Estão de parabéns =)



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